Província de Gaza já se ressente da escassez de produtos de primeira necessidade

O Governo anunciou, esta quinta-feira (22), já haver registo da escassez de produtos de primeira necessidade, incluindo combustíveis, na província de Gaza, em resultado da intransitabilidade da N1, entre Manhiça e Incoluane, na província de Maputo, devido ao transbordo do Rio Incomáti.

Em conferência de imprensa concedida a partir do Aeroporto Filipe Nyusi, em Chongoene, na província de Gaza, o porta-voz do Governo disse que, face a esta situação, estão a ser criadas condições logísticas de aquisição de bens de primeira necessidade e combustíveis a partir das províncias de Inhambane, Sofala e do Porto de Chongoene, em Gaza, com vista a abastecer os comerciantes e as gasolineiras locais.

Desde o último sábado que a transitabilidade está interrompida na N1, após o galgamento do pavimento pelas águas do Rio Incomáti, no troço entre 3 de Fevereiro e Incoluane. Já na segunda-feira houve registo de um novo galgamento da via, desta vez, na zona de Mahocha Homo, no troço entre Manhiça e Palmeira, agravando ainda mais a situação de transitabilidade na principal estrada do País.

Segundo uma publicação da Carta de Moçambique que cita o Governo, até quarta-feira, tinham sido inundados 186 735 hectares de áreas de cultivo, sendo 110 472 hectares na província de Gaza (distritos de Chókwè e Massingir), 51 572 na província e Cidade de Maputo (distritos de Magude, Manhiça e Namaacha), 20 mil hectares na província de Inhambane e 4691 hectares na província de Sofala (distritos de Búzi, Gorongosa e Chibabava).

 

(Foto DR)

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