Obras de drenagem na Cidade de Maputo com prazo incerto – O País
Mesmo depois de o empreiteiro ter solicitado, por duas vezes, a extensão do prazo, a edilidade ainda não confirma se vai aceitar o pedido. As obras devem terminar em finais de Outubro próximo e Razaque Manhique diz que o mais importante é a qualidade das obras.
O prazo para a entrega das obras de drenagem e saneamento da cidade de Maputo está a apertar. O empreiteiro já pediu, por duas vezes, a extensão do prazo inicialmente fixado para 27 de Outubro, mas o Conselho Municipal ainda não confirma se vai aceitar o pedido.
Em vez de anunciar uma nova data, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, diz que a prioridade é outra: garantir que as obras sejam concluídas com qualidade.
A posição foi assumida neste domingo, durante uma visita às obras, numa altura em que se aproximam os últimos dias do prazo contratual e persistem reclamações sobre a qualidade de algumas intervenções.
Manhique reconhece que as obras estiveram paradas durante um período considerável, mas entende que essa situação não pode servir de justificação para novos atrasos. Para o edil, é necessário acelerar os trabalhos, sobretudo numa cidade onde as condições de circulação continuam a afectar diariamente os munícipes.
“Onde se esteve parado durante muito tempo é impossível que o prazo seja o mesmo, mas não deve ser essa a justificação. Devemos acelerar o passo para que, tão depressa quanto possível, se possa aliviar o sofrimento das pessoas e melhorar a transitabilidade”, afirmou Manhique.
O edil não quis, contudo, comprometer-se com uma nova data. Diz que o município vai voltar a sentar-se com o empreiteiro depois da visita e que, mais do que estabelecer novos prazos, pretende ver as obras concluídas dentro dos padrões exigidos.
“Sobre novos prazos, depois desta visita, voltamos a sentar com o empreiteiro. O importante não é trazermos novos prazos, é vermos a obra a ser concluída com qualidade, a qualidade que as pessoas merecem ter”, declarou.
A questão da qualidade surge, assim, como um dos principais pontos de tensão. Algumas intervenções já estão a ser utilizadas pelos automobilistas, mas o próprio município admite que existem trechos com deficiências.
Manhique garante que a edilidade não vai receber a obra nas condições em que alguns pontos actualmente se apresentam e diz que o empreiteiro deverá corrigir as falhas identificadas.
“Há pontos que apresentam alguma deficiência na sua qualidade, e ainda bem que o empreiteiro não se foi embora. Nós estamos a trabalhar com eles e estamos a dizer a eles que é preciso corrigir, e eles vão corrigir, porque nós não vamos receber a obra nas condições em que ela se apresenta”.
A situação poderá ainda ser testada pela próxima época chuvosa. O edil admite que algumas intervenções podem apresentar problemas durante as chuvas, mas lembra que a empreitada ainda está em execução.
“Pode-se dar ao caso de ao longo das chuvas termos um e outro problema, que é normal, as obras não estão concluídas”.
Para Manhique, não se deve exigir que uma obra em execução esteja livre de todos os problemas antes da sua conclusão. O importante, sustenta, é que as falhas identificadas sejam corrigidas antes da recepção definitiva dos trabalhos.