Chapo garante apoio às FADM e promete reforçar condições dos militares – O País

Presidente da República reconhece desafios nas Forças Armadas, com destaque para equipamento, logística, infra-estruturas e profissionalização, e assegura que o Governo vai trabalhar para ultrapassá-los.

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, assegurou o apoio do Governo aos militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), destacando o seu empenho na defesa da soberania, integridade territorial e segurança do país, particularmente no Teatro Operacional Norte, em Cabo Delgado.

Falando por ocasião das celebrações do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Chapo reconheceu os sacrifícios dos militares que se encontram destacados em diferentes frentes, longe das suas famílias, incluindo os que participam em operações de combate ao terrorismo.

“A Pátria reconhece o vosso sacrifício. A Pátria reconhece o vosso esforço. A Pátria acompanha a vossa missão”, afirmou o Chefe do Estado, dirigindo uma mensagem de apreço aos militares envolvidos nas operações.

Chapo garantiu que os militares não estão sozinhos, assegurando que o Governo e o povo moçambicano acompanham as missões das Forças Armadas.

“Vós não estais sozinhos. O vosso Comandante-Chefe está convosco 24 sobre 24 horas, de segunda a segunda, faça sol, faça chuva, faça frio. O vosso Governo está convosco. O povo moçambicano está convosco”, declarou.

 

PROTECÇÃO DOS MILITARES

 

O Presidente da República defendeu, igualmente, que a segurança dos militares deve constituir uma prioridade no planeamento e execução das operações.

Considerou o soldado “o activo mais precioso” das Forças Armadas e instruiu os comandantes a assegurar que nenhuma operação seja realizada sem preparação adequada e informação suficiente.

“Nenhuma operação deve ser conduzida sem preparação adequada. Nenhuma missão deve ser cumprida sem informação suficiente. Nenhum soldado deve ser colocado desnecessariamente em risco”, afirmou.

Segundo Chapo, a protecção dos militares deve acompanhar o esforço de defesa do país, sobretudo nas zonas afectadas pelo terrorismo.

DESAFIOS ESTRUTURANTES

Apesar dos progressos registados pelas FADM nas operações de defesa e segurança, o Presidente reconheceu a existência de desafios estruturantes que ainda afectam a instituição.

Entre os principais constrangimentos, apontou as necessidades relacionadas com equipamentos, logística, infra-estruturas militares, sustentabilidade e profissionalização das Forças Armadas.

“Juntos e unidos, temos de cimentar as energias para que esses desafios façam parte do passado”, afirmou, acrescentando que o Governo continuará a trabalhar para responder às necessidades das Forças Armadas.

Chapo destacou igualmente o contributo dos militares para a melhoria da estabilidade e segurança no Teatro Operacional Norte, em Cabo Delgado, salientando os resultados alcançados nas diferentes frentes de operações.

 

DEFESA COMO RESPONSABILIDADE COLECTIVA

Na sua intervenção, o Presidente da República defendeu que a defesa nacional não deve ser entendida como uma responsabilidade exclusiva das Forças Armadas.

Segundo Chapo, a defesa do país constitui um compromisso colectivo de todos os moçambicanos, independentemente da sua orientação política, religião, origem étnica ou condição social.

“A defesa nacional é um compromisso colectivo e responsabilidade de todos nós, como povo moçambicano”, afirmou.

O Chefe do Estado apelou, neste contexto, à vigilância e à defesa do património nacional, considerando que nenhum moçambicano deve contribuir para a destruição do próprio país.

Para Chapo, quem ama Moçambique deve contribuir para o seu desenvolvimento e não para a sua destruição.

 

APOIO ÀS POPULAÇÕES

O Presidente destacou ainda o papel das Forças Armadas no apoio às populações afectadas por calamidades naturais, considerando que a defesa nacional está directamente ligada à protecção da vida dos cidadãos.

Segundo afirmou, a actuação das FADM não se limita às operações militares, abrangendo também missões de apoio às populações em situações de emergência.

Chapo aproveitou igualmente a ocasião para reconhecer o sacrifício das famílias dos militares, que, muitas vezes, permanecem afastadas dos seus familiares durante os períodos de missão.

No final da intervenção, o Presidente da República felicitou as Forças Armadas de Defesa de Moçambique pelo trabalho realizado em defesa da soberania nacional, da integridade territorial e da independência do país, encorajando os militares a permanecerem firmes no cumprimento da sua missão.

A cerimónia terminou com um brinde à valentia das Forças Armadas, à integridade territorial e à soberania da República de Moçambique, bem como às famílias dos militares e à saúde dos membros das FADM.

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