“Aquele valor manda para este número”: SERNIC e PRM realizam revista surpresa na Cadeia Central

Uma operação conjunta de alta voltagem, envolvendo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM), abalou a rotina da Cadeia Central na madrugada deste sábado. A investida visou desmantelar um esquema de extorsão que, a partir do interior das celas, manipulava cidadãos através de chamadas e mensagens telefónicas.

A operação relâmpago, que apanhou os reclusos de surpresa durante o período da madrugada, resultou na apreensão de diversos telemóveis e cartões SIM, instrumentos principais utilizados na rede criminosa.

As investigações preliminares apontam que os detidos utilizavam os dispositivos electrónicos introduzidos clandestinamente para realizar chamadas e mensagens de extorsão.

Esta práctica, que tem causado prejuízos avultados a vários cidadãos, era gerida a partir do interior daquela que é uma das unidades prisionais mais vigiadas da capital.

Durante a acção, as autoridades realizaram uma revista minuciosa a diversos blocos e celas da Cadeia Central. Além dos telemóveis, foram encontrados outros objectos proibidos, reforçando a necessidade de um controlo mais apertado nos mecanismos de revista e vigilância no estabelecimento prisional.

Esta operação ocorre depois de o SERNIC e a PRM terem realizado uma revista, na passada quarta-feira, na qual apreenderam vários telemóveis, carregadores, cartões SIM e outros objectos proibidos na Cadeia de Segurança Máxima, vulgarmente conhecida por B.O.

O SERNIC já iniciou a perícia aos aparelhos apreendidos, o que poderá levar à identificação de novos cúmplices, tanto dentro como fora da cadeia. A polícia promete, nos próximos dias, prestar mais esclarecimentos sobre a dimensão desta rede e as medidas que serão tomadas contra quem facilitou a entrada destes meios proibidos.

Imagem: DR

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