Morreu Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos

Morreu nesta quarta-feira, aos 87 anos, Ted Turner, fundador da cadeia norte-americana CNN, pioneira das notícias de 24h, rodeado pela família, indica um comunicado da Turner Enterprises.

Segundo avança a RTP, pouco mais de um mês antes do seu 80º aniversário, em 2018, Turner, também reconhecido como o homem que revolucionou o jornalismo televiso,  revelou que tinha demência com corpos de Lewy, uma doença cerebral progressiva.

De acordo com a mesma fonte, no início de 2025, Turner foi hospitalizado com um caso ligeiro de pneumonia, antes de recuperar numa clínica de reabilitação.

O empresário de Atlanta, nascido no Ohio e apelidado de “A Boca do Sul” pela sua franqueza, construiu um império mediático que abrangia a primeira superestação da televisão por cabo e canais populares de filmes e desenhos animados, bem como equipas desportivas profissionais como os Atlanta Braves.

Activista pela eliminação mundial das armas nucleares e ambientalista, Turner acabou por marcar a história com a audácia de transmitir notícias de todo o mundo em tempo real, a qualquer hora.

Mesmo após a venda as suas redes à Time Warnere de se afastar do negócio, o magnata dos medias sempre considerou a CNN “a maior conquista” da sua vida.

Em 1991, a revista Time nomeou-o ‘Homem do Ano’ devido à influência na “dinâmica dos acontecimentos e transformar os espectadores de 150 países em testemunhas instantâneas da história”.

“O Ted era um líder extremamente empenhado e comprometido, intrépido, destemido e sempre disposto a seguir um intuição e a confiar no seu próprio julgamento”, disse Mark Thompson, presidente e CEO da CNN Worldwide, em comunicado.

“Ele foi e será sempre a alma da CNN. O Ted é o gigante sobre cujos ombros nos apoiamos, e todos nós vamos dedicar hoje um momento para o reconhecer e ao seu impacto nas nossas vidas e no mundo”.

Donald Trump, Presidente norte-americano reagiu à notícia do falecimento de Ted Turner, prestando homenagem a um “grande nome da história da televisão “um dos grandes nomes da história da televisão”, ao mesmo tempo que tecia duras críticas à icónica estação.

A CNN “tornou-se ‘woke’”, afirmou, um termo pejorativo usado pelos conservadores para descrever os seus adversários progressistas, lamentou o presidente norte-americano numa mensagem na sua rede social Truth Social, acrescentando que esperava que a estação fosse “restaurada à sua antiga credibilidade e glória” pelos seus novos proprietários, “pessoas maravilhosas”.

O canal de notícias 24 horas poderá passar a ser controlado pela família Ellison, considerada próxima de Donald Trump, o que poderá levantar futuramente questões sobre a sua independência editorial.

Imagem DR

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