O Governo moçambicano, através do Ministério dos Transportes e Logística, concluiu o pagamento da primeira prestação das compensações a 2.362 operadores de transporte público de passageiros na área metropolitana do Grande Maputo. O desembolso total superou os 110 milhões de meticais, tendo sido antecipado em dois dias em relação ao prazo inicialmente fixado de 7 de Junho.
Segundo o Secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, o valor beneficiou a totalidade dos transportadores registados na base de dados da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO).
No desdobramento do pacote financeiro, as viaturas de 15 a 25 lugares — os populares “chapas” — absorveram a maior fatia, com 1.487 veículos a receberem mais de 52 milhões de meticais. Seguiram-se os veículos de 26 a 35 lugares, onde 731 unidades totalizaram quase 40 milhões de meticais, e os meios de 31 a 85 lugares, que contaram com mais de dois milhões de meticais distribuídos por 40 operadores.
Na categoria de grande capacidade, o Executivo pagou acima de 13 milhões de meticais a 93 autocarros, além de um valor superior a 170 mil meticais destinado a três veículos articulados.
“O Governo já assegurou a disponibilidade financeira necessária para a cobertura das compensações destinadas à zona metropolitana, estando alocado para o efeito um montante de 144 milhões de Meticais”, esclareceu Chinguane Mabote, sublinhando que o valor actual é referente apenas ao primeiro mês.
Enquanto o Grande Maputo avança com o modelo de subsídio directo, o cenário é diferente no resto do país. O prazo para as restantes capitais provinciais aderirem ao mecanismo expirou no passado dia 3 de Junho, e várias autarquias decidiram seguir caminhos alternativos.
Os municípios de Xai-Xai, Inhambane e Chimoio comunicaram oficialmente que optaram por não aderir ao modelo de compensação do Executivo. Em vez disso, estas cidades vão privilegiar o ajustamento tarifário, ou seja, o aumento do preço da passagem, como via para responder à asfixia financeira dos operadores locais.
Para as províncias que ainda não responderam, o Ministério dos Transportes e Logística garantiu manter a total abertura para coordenar com as autoridades locais, visando salvaguardar os interesses dos munícipes e dos operadores.
Por sua vez, a FEMATRO confirmou a recepção dos valores nas contas dos associados e reiterou a sua total disponibilidade para continuar a colaborar com o Governo na busca de soluções para a crise da mobilidade urbana no país.
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