O Ministro da Economia, Basílio Muhate, escalou indústrias estratégicas e a fronteira de Mandimba para acelerar a produção local e o comércio regional.
O segundo dia da visita de trabalho do Ministro da Economia, Basílio Zefanias Muhate, à província do Niassa trouxe sinais claros de que a região quer deixar de ser vista apenas como um potencial adormecido. O foco está agora na industrialização acelerada, no agronegócio e no posicionamento estratégico para o comércio transfronteiriço.
O governante moçambicano cumpre uma agenda intensa, com os olhos postos na agregação de valor aos produtos locais e na facilitação das trocas comerciais com os países vizinhos.
Para perceber o pulso da economia local, o Ministro Muhate visitou empreendimentos que definem o actual xadrez económico do Niassa.
Na linha da frente estão a Fábrica de Produção de Ração e a Fábrica de Cimento do Niassa, infra-estruturas que jogam um papel crucial na redução de custos de construção e no fomento da pecuária na região.
O sector florestal também esteve em evidência com as visitas à Green Resources e à Green Ply, projectos que mostram a força e a aposta na transformação local da madeira.
Para fechar o circuito produtivo, o governante passou pelo Armazém do ICM (Instituto de Cereais de Moçambique), um actor essencial na cadeia de comercialização agrícola que garante o escoamento seguro da produção dos camponeses locais.
A grande aposta do Executivo nesta governação centra-se em transformar o Niassa de um mero produtor de matéria-prima para um pólo industrial capaz de abastecer o mercado nacional e regional.
O ponto alto da jornada incluiu uma visita ao Posto Fronteiriço de Mandimba. Esta infra-estrutura é vista como a chave para dinamizar o comércio transfronteiriço, facilitando o fluxo de mercadorias e fortalecendo a integração económica com o Malawi e outros países da região.
Com estas frentes abertas — indústria, agronegócio e logística fronteiriça —, o Niassa posiciona-se de forma agressiva para redefinir o seu contributo no Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, provando que o desenvolvimento do país passa, obrigatoriamente, pelo potencial do Norte.
Imagem: DR