“Trata-se de meras especulações”: TM&T Moçambique nega envolvimento no mercado clandestino de álcool

A firma, com mais de 30 anos no mercado nacional, esclarece que apenas importa matéria-prima e refuta quaisquer esquemas de fuga ao fisco ou produção ilegal de bebidas.

A empresa moçambicana TM&T Moçambique, Lda. veio a público, através de uma nota de repúdio emitida na última sexta-feira, 26 de Junho, desmentir categoricamente as graves acusações que têm circulado na opinião pública nacional. As alegações associavam a firma a práticas de importação ilegal e à comercialização irregular de álcool de origem vegetal.

Em comunicado, a direcção da empresa familiar, fundada em 1994, classificou as informações como “meras especulações” que visam unicamente denegrir a imagem da instituição e dos seus sócios. A TM&T sublinha que actua estritamente na importação e venda de matérias-primas para o tecido industrial, não operando na produção ou comercialização de produtos acabados.

Com uma trajectória de mais de três décadas no mercado moçambicano, a empresa explicou que as dinâmicas económicas recentes forçaram uma reestruturação nas suas operações. A gritante escassez de moeda externa (divisas) nos bancos comerciais tem impedido a importação regular da maior parte dos produtos que antes constituíam o seu portfólio. Actualmente, a firma mantém apenas as linhas de negócio cujos fornecedores internacionais concedem facilidades de crédito.

A TM&T esclareceu detalhadamente o seu papel na cadeia de valor do álcool de origem agrícola (extraído da cana-de-açúcar), usado tanto para desinfectantes como para bebidas:

A empresa não produz bebidas acabadas, não opera esquemas clandestinos de transformação e não se responsabiliza por eventuais condutas ilegais de terceiros, após a venda regular e documentada da matéria-prima.

No que concerne às obrigações aduaneiras e fiscais — um dos pontos mais criticados nas redes sociais —, a gerência garantiu que 100% das suas importações tramitam pela Janela Única Electrónica (JUE). A empresa detalhou que as suas operações de importação de álcool estão sujeitas ao pagamento de 75% de direitos aduaneiros e 16% de IVA sobre o Valor CIF, desmentindo qualquer benefício ou isenção fiscal indevida. Todas as remessas contam com certificados de análise de qualidade e a devida certificação da SADC.

A fechar o posicionamento, a TM&T Moçambique manifestou a sua total abertura para colaborar com as autoridades competentes e apresentar todas as certidões de quitação fiscal necessárias, reiterando o seu compromisso com a legalidade e a transparência no ambiente de negócios em Moçambique.

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