ICM prepara registo obrigatório para todos os intervenientes no sector agrário

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) prepara-se para implementar o registo obrigatório de todos os operadores e actores que intervêm na cadeia de comercialização agrícola em Moçambique. A medida surge como resposta à necessidade de reorganizar o sector e salvaguardar os interesses da produção local.

Paralelamente ao processo de cadastramento, o ICM tem prevista a utilização de parte das receitas geradas pela gestão das importações — um modelo operacional iniciado este ano — para alavancar linhas de financiamento direccionadas aos produtores e operadores nacionais.

O objectivo central é dotar os intervenientes moçambicanos de maior capacidade financeira, dinamizando o seu papel activo no escoamento das safras e impulsionando o desenvolvimento económico sustentável das comunidades rurais.

A decisão de apertar o cerco aos operadores ganha força na sequência de denúncias públicas sobre distorções no mercado de base. Numa intervenção recente concedida ao jornal Notícias, responsáveis do sector criticaram duramente a presença massiva e descontrolada de cidadãos estrangeiros nas operações de compra de produtos agrícolas a nível dos postos administrativos e localidades em todo o território nacional.

Com esta nova diretriz de controlo e o reforço do financiamento interno, o Governo pretende mitigar a vulnerabilidade das famílias produtoras e garantir maior transparência, equidade e organização no comércio interno e na exportação de excedentes agrícolas.

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