União Europeia deixa em “banho-maria” apoio bélico a Moçambique

A União Europeia ainda não descartou na totalidade a possibilidade de fornecer material bélico a Moçambique para fortalecer o combater ao terrorismo no Norte do país, principalmente, na província de Cabo Delgado.

Falando a jornalistas., na quarta-feira, em Maputo, o Embaixador do bloco europeu, Antonino Maggiore, explicou que essa indisponibilidade de atender ao pedido das autoridades moçambicanas se deve a falta de consensos entre países-membros.

“Compreendemos as razões desse pedido. Neste momento não há um consenso entre os 27 estados-membros da União Europeia para avançar sobre a questão letal” disse.

Ele falava à margem da terceira sessão do Diálogo Político Sectorial na área dos Direitos Humanos entre o Governo de Moçambique e a Delegação da União Europeia.

O diplomata assegurou que apesar da decisão, o debate continua, uma vez que o bloco tem interesse em fortalecer o apoio ao país nessa matéria.

“A questão de apoio letal ao Governo de Moçambique está sob a mesa de discussão e é aberta, no sentido de que registamos o pedido reiterado várias vez. … estamos a reflectir e a avaliar, porque queremos fortalecer o nosso apoio” disse.

A UE apoia Moçambique no combate ao terrorismo sem intervenção directa no Teatro Operacional, mas através da formação das Forças de Defesa e Segurança.

Em Novembro de 2024, o Conselho Europeu aprovou o endosso de 20 milhões de euros ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, para continuar a apoiar o destacamento da Força de Defesa do Ruanda que combate o terrorismo na província de Cabo Delgado.

O apoio adicional adoptado complementa a medida de assistência paralela, no valor de 89 milhões de euros, às Forças Armadas moçambicanas treinadas pela Missão de Formação da UE (EUTM) Moçambique.

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