Professores garantem estar a controlar os exames apesar da dívida de horas extraordinárias

Os professores moçambicanos decidiram assegurar o processo de vigilância e supervisão dos exames finais que decorrem, em todo o País, desde a última quinta-feira (20), depois de terem colocado nas mãos do Presidente da República, Daniel Chapo, a responsabilidade pela resolução do impasse que condicionava o controlo dos exames do ensino secundário que arrancaram ontem, segunda-feira (24).

Segundo garantiu o presidente da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), Isaque Marrengule, numa publicação da Carta de Moçambique, apesar de o processo estar a decorrer “aparentemente bem”, o clima entre a classe continua tenso.

“A verdade é que estamos sentados em cima de um barril de pólvora. A estratégia do Governo [dividir para reinar] parece estar a surtir efeitos, mas nada impede que a qualquer momento a situação exploda”, afirmou Isaque Marrengule, na mesma publicação.

A 31 de Outubro, a ANAPRO enviou uma carta ao gabinete do Daniel, solicitando uma intervenção directa do chefe de Estado para o pagamento de horas extras. Contudo, a Presidência recusou intervir, informando que as preocupações da associação tinham sido encaminhadas “aos organismos competentes”.

A resposta não convenceu os professores, que insistem que apenas uma intervenção pessoal de Daniel Chapo poderá desbloquear a situação. A ANAPRO afirma ter esgotado todas as vias de diálogo, sem obter soluções concretas para as reivindicações apresentadas.

 

(Foto DR)

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