Quase 120 mulheres morreram assassinadas em Moçambique, em 2024

A Secretária-Executiva do Observatório das Mulheres, Quitéria Guirengane, anunciou, ontem em Maputo, que 119 mulheres morreram vítimas de violência física grave, em todo o país, em 2024.

Ela falava durante a apresentação do Barómetro sobre o Estado das Mulheres, cujos dados evidenciam o agravamento da violência baseada no género em Moçambique.

“É preciso referir que…. não estamos a falar do global de mulheres que morreram, não estamos a falar de todas a mulheres assassinadas, mas daquelas vítimas de violência grave que terminou em morte, que estão nas estatísticas oficiais” notou.

Na ocasião, ela alertou que os números podem não ser precisos uma vez que as fontes de recolha de informação demonstraram inconsistência. Por exemplo, os dados do sector da saúde diferem dos dados da Polícia e dos tribunais, dificultando a responsabilização dos agressores.

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, participou do evento e reafirmou o compromisso do Governo em reforçar a prevenção, a protecção das vítimas e o empoderamento económico das mulheres, defendendo respostas integradas para travar a escalada da violência.

“Não gostaríamos que o Barómetro fosse apenas um relatório, queremos que seja uma bússola que nos indicará onde avançar com mais firmeza e onde agir com maior urgência” disse a governante, vincando que “a luta contra a violência baseada no género não é uma causa exclusiva das mulheres [pelo que] homens e mulheres devem estar juntos”.

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