O Presidente da Ucrânia admitiu, esta segunda-feira, a possibilidade de desistir da entrada na NATO em troca de garantias de segurança ocidentais semelhantes às oferecidas aos membros da Aliança.
Apesar desta eventual cedência, há outras, nomeadamente territoriais, que Kiev rejeita fazer, mesmo com a pressão de Washington para que abandone o Donbass.
“Estas garantias de segurança são uma oportunidade para prevenir outra onda de agressão russa”, sustentou, citado pela agência de notícias Associated Press (AP), garantindo que tal “é já um compromisso” por parte da Ucrânia.
O Presidente ucraniano acrescentou que estas garantias de segurança teriam de ser legalmente vinculadas e aceites pelo Congresso norte-americano.
No entanto, Volodymyr Zelensky rejeitou, sem hipóteses de ser trabalhada, a proposta dos EUA para que a Ucrânia se retire da região oriental de Donetsk e seja ali criada uma zona económica livre desmilitarizada.
“Não considero justo, porque quem vai gerir esta zona económica”, frisou, questionando: “Se as tropas ucranianas recuarem cinco, dez quilómetros, por exemplo, então por que é que as tropas russas não recuam mais profundamente nos territórios ocupados na mesma distância?”
O chefe de Estado reiterou que a questão é” muito sensível” e insistiu num congelamento ao longo da actual linha de contacto no território.
Refira-se que a Rússia invadiu a Ucrânia em Fevereiro de 2022 e, desde então, a guerra já custou dezenas de milhares de vidas civis e militares aos dois países, segundo várias fontes.