Funcionários municipais de Quelimane sem salários devido a dificuldades financeiras

O presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, atribuiu o atraso no pagamento de salários aos funcionários municipais à grave escassez de fundos que a edilidade enfrenta, resultante da ausência, há cerca de sete meses, do Fundo de Compensação Autárquico (FCA) e do Fundo de Iniciativas Locais (FIL).

As explicações foram avançadas após uma reunião mantida com trabalhadores em greve, na qual o edil reconheceu que a falta destes recursos colocou os cofres da autarquia em défice financeiro. Segundo Manuel de Araújo, a situação é agravada pelo facto de as receitas arrecadadas nos mercados municipais serem insuficientes para cobrir as despesas salariais, estando os ordenados em atraso há cerca de cinco meses.

Durante o encontro, o presidente do município apelou à serenidade dos funcionários, solicitando que evitassem actos de vandalização de equipamentos e infraestruturas da instituição. Manuel de Araújo pediu ainda o regresso aos postos de trabalho, assegurando que a edilidade está a desenvolver esforços junto das entidades competentes para encontrar uma solução que permita regularizar a situação salarial.

Por seu turno, alguns trabalhadores manifestaram profunda preocupação com o prolongamento do atraso, afirmando que a falta de salários compromete seriamente o sustento das suas famílias. Os funcionários exigem uma resolução urgente do impasse.

Entretanto, os grevistas garantem que a paralisação das actividades vai manter-se e só será suspensa quando os salários forem depositados nas respectivas contas bancárias.

Fonte: Nova Rádio Paz

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