O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) projecta implementar um sistema digital de registo de beneficiários de assistência humanitária por forma a evitar desvios e duplicações bem como reforçar a transparência da resposta a calamidades.
O sistema, segundo o INGD deverá arrancar em todo o território nacional em Outubro, sendo que já está a ser testado na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique. De acordo com o director da Divisão de Prevenção e Mitigação do INGD, César Tembe, o aplicativo deverá permitir interoperabilidade com a base de dados do Instituto Nacional de Ação Social (INAS), responsável pelos programas de apoio às famílias vulneráveis.
“Esses dois sistemas devem interagir entre si para vermos quem é que se beneficiou e quem é que não se beneficiou da assistência alimentar. O objectivo é colocar a plataforma em funcionamento até Outubro, após a conclusão da fase piloto, que envolve técnicos de várias províncias antes da expansão do sistema para todo o País”, disse César Tembe.
O responsável explicou que a plataforma recorrerá ao registo biométrico dos beneficiários, permitindo identificar quem recebeu assistência e acompanhar todas as operações realizadas durante as intervenções humanitárias.
Na ocasião, a oficial de Programas de Preparação e Emergência do Programa Alimentar Mundial (PMA), Marta Guivambo, afirmou que a implementação do sistema representa um investimento de cerca de 20 milhões de meticais.
(Foto DR)