Chefe de Estado defende paz, união e diálogo entre moçambicanos – O País
O Presidente da República defendeu a necessidade de os moçambicanos promoverem a paz, a união e o diálogo como condições fundamentais para o desenvolvimento do país. O Chefe de Estado falava durante a visita de trabalho de três dias à província de Maputo, onde destacou a importância de uma governação próxima das populações.
Segundo o Presidente, a produção e os resultados observados durante a visita à província são fruto do trabalho da população, salientando que o contacto directo com as comunidades permite ao Governo compreender melhor as suas preocupações e avaliar a implementação das acções governativas.
O Chefe de Estado recordou que, desde a tomada de posse, a 15 de Janeiro de 2025, assumiu o compromisso de promover uma governação próxima do povo.
“A principal mensagem que estamos a levar para o povo moçambicano é a mensagem de paz, de amor e de união entre moçambicanos”, afirmou, acrescentando que a comunhão entre os cidadãos é essencial para que o país possa desenvolver-se.
Na ocasião, defendeu que nenhum país consegue alcançar o desenvolvimento sem paz e segurança, sublinhando, contudo, que a paz não deve ser entendida apenas como a ausência de conflitos armados.
“A paz não é só o calar das armas. A paz começa em casa, na família, entre pai, mãe e filhos”, afirmou o Presidente, explicando que a convivência harmoniosa no seio familiar deve estender-se aos vizinhos, bairros, municípios, distritos, províncias e, consequentemente, a todo o país.
Para o Chefe de Estado, o amor ao próximo constitui uma das principais bases para a construção da paz, sobretudo numa sociedade marcada pela diversidade.
“Não existem pessoas perfeitas e nós somos diferentes. A diferença é uma dádiva de Deus para poder trazer riqueza no meio da diferença”, declarou.
O Presidente reconheceu que os moçambicanos possuem diferentes religiões, preferências desportivas e opções políticas, mas advertiu que essas diferenças não devem constituir motivo para a violência ou para a ruptura da convivência social.
“Temos partidos políticos diferentes, mas isso não pode levar-nos a violentar o nosso irmão só porque ele pensa diferente de nós”, afirmou.
Neste contexto, defendeu o recurso ao diálogo como principal mecanismo para resolver divergências e construir consensos, destacando a promoção do diálogo nacional inclusivo.
Segundo o Presidente, o processo deve permitir que moçambicanos com diferentes visões políticas e sociais se sentem à mesma mesa para discutir os problemas do país.
“Se temos que convencer acerca de uma coisa, fazemos através do diálogo”, afirmou, acrescentando que é através da conversa e da procura de entendimentos que os cidadãos podem ultrapassar as suas diferenças.