Mulheres marcham contra assassinatos na matola – O País

Mulheres lançaram este sábado um grito de alerta contra o assassinato de mulheres na região metropolitana de Maputo e noutros pontos do País. O grupo de mulheres exige do Governo resposta e acções enérgicas para o fim deste tipo de criminalidade.

Mais de 15 cartazes com rostos de mulheres dadas como desaparecidas e outras assassinadas foram exibidos durante uma marcha promovida por este grupo de mulheres, na manhã deste sábado, no município da Matola.

O fenómeno, cada vez mais comum na região metropolitana de Maputo, tem a autarquia da Matola  um dos principais pontos de ocorrência.

“Os dados apontam para 40 mulheres, só este ano, mas temos estado a assistir os noticiários todos os dias com o número já a crescer.” Lamentou Iva Mauae, activista social e parte organizadora da marcha apelando a todos no combate ao assassinato de pessoas.

“As soluções partem de um trabalho de raiz, a partir do bairro, da localidade e das nossas próprias casas, começarmos a fazer educação cívica das pessoas.” 

Segurando cartaz de uma jovem desaparecida depois encontrada morta, Marisa Martins Participante, participante da marcha, acusou as autoridade de e fazer pouco esforço para o esclarecimento de crimes de assassinato e considera “Muito estranho.” 

Em meio a várias preocupações, dos assassinatos faz parte das que estão, a ser marginalizadas, segundo Martins.

“O sentimento que eu tenho é que, literalmente, estão a ignorar. Então, estas caminhadas, é para mostrar que temos que acabar com este silêncio.” Exigiu

A Ordem dos Advogados de Moçambique estranha a morosidade na tramitação de processos judiciais relacionados com crimes contra as mulheres.

“Esse é o sistema de justiça do nosso país. Estranhamos porque um processo de violência doméstica, de violência baseada no género, é prioritário a nível das instâncias jurídicas ou nos tribunais.” Lamentou Virginia Mangana OAM

Moçambique ainda não dispões de uma lei específica contra os crimes de assassinato de mulheres, mas já há inicitivas nesse sentido.

Aliás, o Governo poderá rever o Código Penal e introduzir uma lei específica para criminalizar o feminicídio, na sequência de pressões de organizações da sociedade civil e de campanhas nacionais de combate à violência baseada no género. 

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