Presidente da República defende Diálogo Nacional Inclusivo como pilar da paz sustentável em Moçambique – O País
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, sublinhou, a importância crucial do Diálogo Nacional Inclusivo como instrumento estratégico para superar a polarização política e consolidar uma sociedade mais pacífica, reconciliada e democrática. O Chefe de Estado falava durante um evento de alto nível subordinado ao tema “Building Sustainable Peace: Mozambique’s Experience and Lessons Learned”, organizado em co-parceria que incluiu a Missão Permanente de Moçambique junto das Nações Unidas.
Na sua intervenção, o Presidente enquadrou este processo no contexto dos desafios políticos e eleitorais que o país tem enfrentado desde a introdução do multipartidarismo, em 1990. Daniel Chapo reconheceu que a violência eleitoral tem sido um fenómeno recorrente em diferentes ciclos, com consequências devastadoras que incluem a perda de vidas humanas, a destruição de património público e privado, graves prejuízos económicos e a erosão da estabilidade social.
Ao referir-se ao período posterior às eleições de 2024, o estadista lembrou que assumiu a liderança do país num ambiente marcado por uma acentuada “polarização política e alta tensão pós-eleitoral”, sublinhando que os conflitos políticos e militares não constituem um fenómeno inédito, mas acompanham a trajectória democrática do país nas últimas décadas.
O DIÁLOGO COMO ÚNICA VIA
Fiel à convicção que orientou a sua campanha eleitoral, o Chefe de Estado reiterou que a resposta aos conflitos deve assentar, invariavelmente, no diálogo. “Sempre acreditei que os conflitos só podem terminar com sucesso através do diálogo”, afirmou, vincando que a sua visão para o futuro de Moçambique se baseia precisamente nesta premissa.
Para Daniel Chapo, o Diálogo Nacional Inclusivo que o Executivo promove permite ampliar o espaço de debate público, contribuindo para a “transformação gradual dos corações e das mentes para uma sociedade mais pacífica, harmoniosa, justa, reconciliada e democrática”. O Presidente defendeu ainda que o reforço da participação dos cidadãos na vida pública é indispensável, uma vez que a democracia deve procurar alcançar consensos e definir políticas públicas através de um diálogo “permanente, franco, sincero e honesto”.
APOIO INTERNACIONAL E DESENVOLVIMENTO
O Presidente da República destacou o papel fundamental das Nações Unidas na consolidação da paz em Moçambique, recordando o contributo histórico da organização na implementação do Acordo Geral de Paz, através da ONUMOZ, bem como o actual suporte do PNUD ao processo do Diálogo Nacional Inclusivo, complementado pelo apoio da União Europeia e de Portugal.
A terminar, o Chefe de Estado estabeleceu uma ligação directa entre a estabilidade política e o progresso socioeconómico. “Não há desenvolvimento sem paz e não há paz sem desenvolvimento”, alertou, assegurando que Moçambique possui imensas potencialidades e vantagens comparativas que, num clima de paz duradoura, permitirão alavancar o desenvolvimento nacional.