Dezenas de milhares marcham em Bruxelas para exigir medidas urgentes contra as alterações climáticas – O País
Dezenas de milhares de pessoas marcharam, em Bruxelas, na Bélgica, para exigir medidas urgentes de combate às alterações climáticas, incluindo o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis, o aumento dos impostos sobre o sector e uma transição justa para fontes de energia mais limpas.
Segundo a polícia, a manifestação reuniu cerca de 45 mil pessoas, enquanto os organizadores estimaram a participação em 60 mil manifestantes. Munidos de faixas e cartazes, os participantes transportaram um globo terrestre insuflável gigante e entoaram palavras de ordem em defesa do planeta.
Organizada pela Coligação Climática, em conjunto com outras organizações ambientalistas, a marcha terminou nas imediações das instituições da União Europeia, onde os manifestantes apelaram a um maior compromisso político com a protecção ambiental.
A manifestação ocorre após um Verão marcado por temperaturas recorde e ondas de calor recorrentes em várias regiões da Europa. A Bélgica também foi afectada pelo calor intenso, enquanto incêndios florestais atingiram a reserva natural de High Fens.
Entretanto, as expectativas em relação à próxima Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a COP31, permanecem baixas, num contexto de recuo dos Estados Unidos nos esforços internacionais de combate às alterações climáticas, sob a presidência de Donald Trump, e de perda de prioridade da agenda climática na política europeia.
No quadro das medidas ambientais da União Europeia, a Comissão Europeia propõe ainda o adiamento, de 2027 para 2028, da entrada em vigor da obrigação de apresentação de relatórios por parte dos importadores de combustíveis fósseis, ao abrigo das regras comunitárias relativas às emissões de metano.
A proposta carece da aprovação dos legisladores e dos Estados-membros da União Europeia.