De Araújo aponta falta de divisas como causa da escassez de combustível – O País

Edil de Quelimane alerta para os impactos na economia e na gestão dos resíduos sólidos, apesar da normalização do abastecimento na cidade. A falta de divisas é apontada pelo edil de Quelimane, Manuel de Araújo, como uma das principais causas da escassez de combustíveis que se tem verificado em Moçambique. O autarca considera que a situação prejudica a actividade económica e compromete os trabalhos de recolha e reciclagem de resíduos sólidos no município.

Apesar dos constrangimentos registados nas últimas semanas, o abastecimento de combustíveis decorre actualmente com normalidade na cidade de Quelimane, depois de as autoridades governamentais da província se terem reunido com os fornecedores para encontrar soluções para a escassez de gasolina.

Manuel de Araújo considera que as dificuldades na disponibilidade de divisas constituem um dos principais entraves à aquisição de combustíveis no mercado internacional. O edil observa, contudo, que o Banco de Moçambique ainda não assumiu publicamente a falta de divisas como causa da situação.

“O elefante que está na sala parece ser a escassez de dívidas, porque quando falamos com as distribuidoras, elas dizem que na verdade não se trata de escassez de combustível ao nível do país, mas é da incapacidade de obterem divisas para este combustível. Então nós, muitas vezes ficamos perplexos porque o que temos ouvido da parte do Banco Central é de que não existe crise de dívidas” disse o autarca.

Para o autarca, os constrangimentos no abastecimento de combustíveis ultrapassam o sector dos transportes e afectam diferentes actividades económicas, com consequências directas para os serviços municipais.

Um dos sectores particularmente afectado é o da gestão dos resíduos sólidos. Segundo Manuel de Araújo, a escassez de combustíveis dificulta os trabalhos de recolha, transporte e reciclagem do lixo, comprometendo os esforços de manutenção da higiene e limpeza da cidade.

As declarações foram feitas durante a inauguração de uma entrada de um posto de abastecimento de combustíveis da Vivo Energy, ocasião em que o director-geral da empresa, Hugo Narcy, também se pronunciou sobre os desafios enfrentados pelo sector na aquisição de combustíveis.

“Eu diria que é um combinado de problema de fornecimento, porque de vez em quando é difícil ter as cargas a chegar atempadamente, com aquilo que chamamos na indústria de emissão antepada de garantias bancárias para importação do mesmo. Tem sido difícil conciliar estes dois momentos para que a todo momento o país esteja abstecido” disse Hugo Narcy.

Entretanto, a situação do abastecimento em Quelimane apresenta sinais de normalização. A expectativa das autoridades e dos operadores do sector é de que o fornecimento se mantenha regular nos próximos dias, evitando novos constrangimentos à actividade económica e ao funcionamento dos serviços municipais.

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