Assaltos à mão armada aterrorizam Intaka, na Matola – O País
Uma família foi torturada e assaltada no bairro Intaka, no município da Matola, por um grupo armado que usava pistolas e armas brancas. A onda de assaltos tomou o bairro e proprietários de mercearias têm sido as principais vítimas.
As ruas aparentemente tranquilas do bairro Intaka, no município da Matola, há muito deixaram de ser sinónimo de segurança durante a noite. Grupos armados têm invadido residências e, munido de pistolas e armas brancas, torturam e assaltam as vítimas.
A mobilidade condicionada e hematomas no organismo de Domingos Muchere são o reflexo dos momentos de violência vividos dentro da própria casa, na madrugada de segunda-feira.
“Meu irmão estava fora de casa, no regresso eu abri-lhe a porta de casa. Ao entrar em casa, os bandidos aproveitaram a ocasião para entrar também. Empurraram a porta, fizemos esforço, mas eram muitos”, contou.
Depois de entrar na residência, molestaram as vítimas, torturaram e exigiram dinheiro. “Nós tiramos o que tínhamos mesmo”.
Não se trata de um fenómeno novo. Há quatro semanas, no mesmo bairro, outra mercearia foi invadida e o proprietário assaltado. A reincidência e falta de resposta da polícia cansaram Agostinho Guilherme, uma das vítimas.
“Em outro assalto que aconteceu no meu contentor, quando fomos fazer a queixa, não tivemos resposta da polícia, até agora não nos dizem nada, nem sabemos o que está acontecendo, por isso que não quis gastar meu tempo a informar o policial”, desabafou.
O caso volta a colocar em debate a segurança nos bairros do município da Matola. Os moradores dizem que os roubos estão mais frequentes agora. Nélia Mateus, moradora, moradora local, diz que não trata-se de novidade aquele incidente, enquanto Lídia Chauque pede resposta.
“Queríamos que realmente se investigasse esse assunto e encontrasse as pessoas que fizeram isso com ele.”
A estrutura do bairro, Elvira Langa, pede reforço da vigilância policial, “a partir das 21 horas”. Segundo a fonte, “alguns proprietários de mercearias abandonaram o comércio, novos agentes tomaram os estabelecimentos, mas também já relatam assaltos.”
“O País” contactou a porta-voz da Polícia na província de Maputo para se pronunciar sobre o caso, mas sem sucesso.