Mais de 50 mortos em ataque em uma aldeia na Nigéria – O País

O número de mortos no ataque de homens armados a uma aldeia rural no leste da Nigéria, na sexta-feira, subiu para 50, disseram sobreviventes à AFP no domingo, após a descoberta de mais corpos.

Homens armados, supostamente pertencentes a uma gangue criminosa conhecida localmente como “bandidos”, chegaram em motocicletas na sexta-feira e invadiram Binnari, no nordeste do estado de Taraba, matando dezenas de pessoas e saqueando lojas.

O nordeste da Nigéria enfrenta uma longa insurgência jihadista, enquanto o estado de Taraba, no leste do país, também sofre ataques de gangues de bandidos motivados por ganhos financeiros, e não por ideologia.

“Na sexta-feira, encontramos sete corpos após o ataque dos bandidos à nossa comunidade. No dia seguinte, sábado, descobrimos outros 43 corpos no rio, elevando o número total de mortos para 50”, disse Bashir Mamuda Musa, morador de Binnari.

No sábado, os sobreviventes haviam estimado o número de mortos em 20. Outro morador, Abdullahi Zakari, confirmou o número revisado de 50 mortes. A recuperação dos corpos costuma ser difícil quando as comunidades se dispersam para escapar do perigo.

“Muitos moradores, principalmente mulheres e crianças, fugiram em direção ao rio na tentativa de escapar dos homens armados. Infelizmente, várias pessoas se afogaram ao tentar fugir do ataque”, disse Zakari à AFP.

O banditismo é um problema crescente na Nigéria, particularmente nas regiões noroeste e central, onde poderosos grupos criminosos enfrentam forças policiais e militares sobrecarregadas em áreas rurais remotas.

Os grupos atacam aldeias e impõem impostos a agricultores e empresas de mineração em áreas onde a presença do governo é limitada.

“As autoridades nigerianas continuam a deixar as comunidades rurais em algumas partes do país, particularmente no norte, à mercê de bandidos armados que cometem atrocidades repetidamente com impunidade”, afirmou a Anistia Internacional Nigéria no sábado.

“A persistente falha das autoridades em levar os suspeitos à justiça está claramente reforçando essa impunidade”, acrescentou a organização de direitos humanos em um comunicado nas redes sociais.

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