Pessoas com deficiência obrigadas a circular na estrada em Chimoio – O País

Pessoas com deficiência na cidade de Chimoio, província de Manica, denunciam dificuldades de circulação nos passeios, devido à ocupação dos espaços por vendedores informais. A situação obriga cidadãos que utilizam cadeiras de rodas, muletas e bengalas brancas a circular pela faixa de rodagem, expondo-se ao risco de atropelamento.

A denúncia é apresentada por membros de associações de pessoas com deficiência, que apontam como zonas mais críticas as principais artérias do centro da cidade, sobretudo nas imediações do Mercado Central e na Avenida 25 de Setembro. Nestes locais, os passeios encontram-se ocupados por bancas, caixas de tomate, roupas e outros produtos comercializados informalmente.

Maria Campira, membro da Associação das Mulheres com Deficiência, e Manuel Machava, também ligado ao movimento associativo, apontam as dificuldades enfrentadas diariamente por pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual, que encontram obstáculos para circular em segurança.

Por sua vez, o delegado do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), em Manica, Boaventura Gabriel, considera que o problema ultrapassa os limites de Chimoio, constituindo um desafio que afecta várias cidades do país.

A legislação moçambicana determina que as instituições públicas, incluindo os conselhos municipais, devem assegurar condições de acessibilidade nos espaços e serviços públicos, de modo a garantir a participação e a mobilidade das pessoas com deficiência. Entretanto, persistem barreiras que dificultam tanto a circulação nas vias públicas como o acesso a edifícios e outros serviços.

As associações defendem, por isso, a necessidade de medidas que garantam a desocupação dos passeios e a criação de condições para que todos os cidadãos possam circular com segurança e autonomia.

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