Daniel Chapo apela apoio dos empresários na mobilização de recursos para resposta às inundações

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se esta terça-feira (20), no seu Gabinete de Trabalho, com representantes do sector privado, no âmbito do alerta Vermelho decretado pelo Governo face às chuvas intensas e inundações severas que assolam várias regiões do País, tendo apelado à união nacional e à mobilização solidária de recursos para salvar vidas e mitigar os impactos da emergência humanitária em curso.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado explicou o objectivo do encontro, sublinhando a importância do alinhamento de informação e do envolvimento de todos os actores na resposta à crise. “Achei que  era importante chamar, de forma a ter uma informação do nível em  que nós nos encontramos, e também estarmos a par da informação  oficial sobre os danos que estas cheias e inundações estão a causar  no nosso País, e, em função disso, cada um de nós, poder ver o que pode fazer”, afirmou Daniel Chapo.

Citado numa publicação do jornal “O País”, o Presidente da República defendeu a necessidade de uma actuação conjunta e permanente, enfatizando que a prioridade absoluta do Governo, neste momento, é a protecção da vida humana. “Achamos que isto é extremamente importante estarmos em  todos os momentos unidos de forma que possamos minimizar os danos  que estas cheias e inundações estão a causar. Neste momento, a  nossa prioridade é salvar vidas”, declarou.

O estadista moçambicano alertou que a situação no terreno continua crítica, com impactos severos em infra-estruturas estratégicas e na mobilidade das  populações, destacando a interrupção de troços da Estrada Nacional Número 1 (N1). “Estamos num momento em que a ocorrência das cheias e inundações ainda está a acontecer e está a causar danos enormes em todo o País, por isso que a N1 está interrompida em certos troços”, disse.

Para garantir a circulação de pessoas e bens essenciais, informou que o Governo está a recorrer a soluções alternativas, incluindo a ligação aérea entre as regiões afectadas. “Estamos a fazer a ponte aérea para ligar de Maputo a Xai-Xai pelo Aeroporto Internacional de Chongoene, mas também para Inhambane, Vilankulo, com preços de voos especiais e promocionais de forma que as pessoas possam conseguir fazer esta ponte aérea”, precisou.

O Presidente alertou ainda para os riscos sanitários nos centros de acolhimento, onde se encontram milhares de deslocados, sublinhando a urgência de garantir assistência básica. “Estas cerca de 91 000 pessoas estão em 68 centros de acolhimento, que são escolas, principalmente, salas de aula, e é muita gente no mesmo sítio, podendo haver até eclosão de doenças hídricas, como a cólera, a malária, a diarreia, e as pessoas perderem a vida depois de serem salvas”, advertiu.

Face a este cenário, apelou ao reforço da solidariedade nacional, incentivando o sector privado a contribuir não apenas financeiramente, mas também com bens essenciais.

“Então, teremos  que encontrar comida para alimentá-las, temos que encontrar  medicamentos, temos que encontrar água. Queria também sensibilizar a outra forma de mobilização: não queremos só dinheiro, queremos também bens não perecíveis, aqueles que conseguirem comida, conseguirem roupa”, afirmou, apelando a um movimento solidário ao nível das empresas e dos cidadãos.

 

(Foto DR)

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