Vítimas e danos significativos levam Portugal a declarar situação de calamidade

O Governo português decretou, esta quinta‑feira, 29 de janeiro, o estado de calamidade “nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin”, em resposta aos danos extensos provocados pelo forte temporal que abalou várias regiões do país. A declaração foi aprovada em Conselho de Ministros, informou o gabinete do primeiro‑ministro em comunicado oficial.

Segundo o comunicado, o primeiro‑ministro Luís Montenegro cancelou a sua agenda externa — incluindo viagens a Andorra e à Croácia — para se deslocar às áreas mais atingidas nos distritos de Leiria e Coimbra e acompanhar “in loco” a situação.

A depressão Kristin trouxe ventos violentos, chuva intensa e um rasto de destruição que deixou pelo menos seis mortos, cortes de eletricidade e comunicações, estradas obstruídas e infra‑estruturas danificadas em vários concelhos.

O estado de calamidade, que se traduz num nível máximo de intervenção previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, permite às autoridades adotar medidas excecionais para restabelecer a normalidade, coordenar recursos de socorro e mobilizar meios adicionais nas áreas afetadas.

Autoridades locais e nacionais estão agora focadas na recuperação dos serviços básicos, avaliação dos prejuízos e apoio às populações, enquanto se aguarda a evolução da situação meteorológica e operacional.

Imagem: DR

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