Governo e sector privado avançam para novos salários mínimos, mais ainda longe dos “ideais”

As negociações para o reajustamento dos salários mínimos em Moçambique alcançaram consensos embora não reflictam os objectivos pretendidos pelos trabalhadores.

A informação foi avançada esta segunda-feira (01), em Maputo, após o término da II sessão plenária extraordinária da Comissão Consultiva do Trabalho que tinha como agenda a apresentação e validação dos memorandos de entendimento sobre o processo de negociações dos salários mínimos por sector de actividade.

Na ocasião, o porta-voz do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Baltazar Domingos, referiu que “as negociações decorreram num ambiente calmo”, esperando-se, agora, que se remeta a informação para o Conselho de Ministros para efeitos de aprovação.

“Reconhece-se o custo de vida, mas temos de ter em consideração que para a fixação de salários é preciso atender aquilo que a nossa economia é e não fixar salários que possam extravasar os limites da capacidade que os empregadores possam pagar”, garantindo, ainda assim, que não teremos mais os mesmos salários mínimos que hoje estão a vigorar”, acrescentou.

Segundo uma publicação da AIM, o representante da Confederação das Associações Económicas (CTA), Victor Miguel, também assinalou a questão do custo de vida, não só para o cidadão comum, como para o próprio empregador.

“As partes entenderam que há dificuldades de ambas as partes, quer por parte do empregador, assim como do próprio trabalhador e, havendo necessidade de manter os postos de trabalho, foram alcançados os resultados possíveis, se calhar não desejáveis, mas possíveis”.

Já o  representante da Confederação Nacional dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO), Boaventura Sibinde, sublinhou que “os resultados alcançados nos salários mínimos negociados não são satisfatórios, mas foram os possíveis alcançados e sabemos que o momento que estamos a atravessar é difícil”.

As negociações de reajuste dos salários mínimos iniciaram a 10 de Agosto passado, tendo terminado no dia 21 do mesmo mês. Após esta fase, seguirá a aprovação dos consensos alcançados, pelo Conselho de Ministros, e consequente publicação no Boletim da República.

 

(Foto DR)

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