A Organização Mundial da Saúde confirmou que subiu para cinco o número de passageiros com diagnóstico positivo para o hantavírus num navio de cruzeiro. O cenário clínico é considerado delicado pelas autoridades de saúde, uma vez que o vírus possui um período de incubação que se estende até seis semanas, o que levanta o receio de que novos casos surjam entre os viajantes que ainda não manifestaram sintomas.
Segundo a BBC, o foco das autoridades está agora no rastreio minucioso de todos os passageiros que estiveram a bordo, dada a complexidade de identificar a doença precocemente. Por se tratar de um vírus que demora a dar sinais, muitos dos que foram expostos podem estar neste momento em fase de trânsito ou já nos seus países de origem, o que exige uma coordenação internacional rigorosa.
O hantavírus é habitualmente contraído através da inalação de partículas provenientes de dejectos de roedores infectados. No caso deste surto específico, as equipas de epidemiologia estão a investigar como o agente patogénico entrou no ambiente do navio. Os sintomas iniciais incluem febres altas, dores musculares intensas e fadiga, podendo evoluir para complicações pulmonares graves se não houver intervenção médica atempada.
A OMS recomenda vigilância apertada e apela para que qualquer pessoa que tenha realizado viagens nesta embarcação procure as unidades sanitárias ao menor sinal de febre. O protocolo de acompanhamento deverá permanecer activo durante os próximos dois meses para garantir que o ciclo de incubação de seis semanas seja totalmente ultrapassado sem novos surtos secundários. As autoridades moçambicanas e internacionais continuam em alerta máximo para evitar que a cadeia de transmissão se amplie.