Número de passageiros nos voos domésticos em Moçambique baixa 14 por cento

O mercado de transporte aéreo em Moçambique registou uma retração significativa ao longo do ano de 2025 no que diz respeito aos voos domésticos. Segundo dados de um relatório recente do Instituto de Aviação Civil de Moçambique, pouco mais de um milhão de passageiros viajaram dentro das fronteiras nacionais no último ano. Este valor representa uma queda de 14% quando comparado ao desempenho de 2024, ano em que o país movimentou cerca de 1,2 milhão de pessoas nas rotas internas.

A redução não se limitou apenas ao fluxo de passageiros, uma vez que o movimento de aeronaves nos aeroportos nacionais também recuou 12%. O sector aponta que este cenário é reflexo direto de uma série de desafios logísticos e financeiros que marcaram o ano passado. Entre os principais motivos listados no documento oficial estão o aumento acentuado nos custos de manutenção das frotas e a subida do preço dos combustíveis, factores que tornaram a operação aérea menos viável do ponto de vista económico para as companhias.

Esta conjuntura de custos elevados resultou em atrasos frequentes, cancelamentos de voos e até na suspensão de algumas rotas que deixaram de ser lucrativas. No entanto, o cenário muda de figura quando olhamos para as ligações intercontinentais a partir de Moçambique. Diferente do mercado doméstico e regional, os voos de longa distância registaram um crescimento de 7%, totalizando 231.282 passageiros, um aumento impulsionado pela retoma gradual da procura internacional e do turismo.

Actualmente, o sistema de aviação civil moçambicano conta com 88 aeronaves registadas e operadas por 14 empresas comerciais. A infra-estrutura de suporte abrange 12 aeroportos e mais de duas centenas de aeródromos públicos e privados espalhados pelas províncias. Apesar da infra-estrutura robusta, o desafio para 2026 será equilibrar os custos de operação para resgatar a confiança e a adesão dos passageiros que dependem das ligações aéreas internas para se movimentarem pelo país.

Imagem: DR

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