O empresário ítalo-moçambicano Humberto Sartori Vidock, proprietário do conhecido complexo turístico e residencial Kaya Kwanga, perdeu a vida nas últimas horas enquanto se encontrava detido na Penitenciária de Máxima Segurança da Machava, conhecida como BO.
A notícia do óbito surpreendeu a capital moçambicana na manhã desta sexta-feira, tendo sido avançada inicialmente pelo jornal Carta de Moçambique. De acordo com informações colhidas junto de fontes próximas ao processo, o empresário foi encontrado sem vida no interior da sua cela. Até ao momento, as causas exatas do falecimento não foram detalhadas oficialmente pelas autoridades prisionais.
Sartori havia sido detido recentemente numa operação de alta visibilidade coordenada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). O empresário era apontado como uma figura central em investigações relacionadas com o narcotráfico internacional, branqueamento de capitais e associação criminosa.
Durante as diligências que levaram à sua prisão, as autoridades apreenderam armas de fogo e material informático que estava a ser analisado pelos peritos. A morte ocorre precisamente numa fase em que a investigação procurava aprofundar as conexões da rede de crime organizado no país.
O falecimento de um detido de alto perfil numa unidade de segurança máxima levanta questionamentos sobre as circunstâncias de vigilância. Espera-se que o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) se pronuncie em breve para esclarecer os contornos do incidente. O corpo deverá ser submetido a exames forenses para determinar as causas reais da morte.