Maputo acolhe 1.ª edição do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique

A cidade de Maputo acolhe, de 30 de Julho a 1 de Agosto de 2026, a 1.ª edição do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique (MICMZ), iniciativa que pretende afirmar-se como uma das principais plataformas de circulação cultural, cooperação internacional e promoção da economia criativa no país e na região africana.

O MICMZ 2026 reunirá criadores, produtores culturais, investidores, instituições, compradores e público de diferentes sectores das indústrias criativas, incluindo música, literatura, moda, cinema e audiovisual, fotografia, gastronomia, design, artes visuais, jogos electrónicos e cultura digital.

Ao longo de três dias, o programa integrará conferências, showcases, exposições, conversas, encontros profissionais, sessões de networking, apresentações artísticas e uma componente de negócios (B2B) orientada para o fortalecimento de parcerias comerciais, circulação de produtos criativos e criação de oportunidades de investimento no sector cultural e criativo.

A edição de 2026 contará com mais de 100 convidados nacionais e internacionais, reunindo artistas, investigadores, comunicadores, estrategas culturais, designers, produtores e profissionais ligados às indústrias criativas africanas e da diáspora.

Entre os nomes internacionais já confirmados destacam-se a estratega sul-africana da economia criativa Sinamandla Kwepile, directora executiva da Global Creative Summit; a cantora sul-africana Ntunja; o artista afro-brasileiro NICOW; e a jornalista e curadora digital brasileira Domi Valansi.

No panorama nacional, o evento contará igualmente com a participação de profissionais de referência nas áreas da comunicação, protocolo, design, academia e gestão cultural, como Jaime Mirandolino, Sérgio Jeremias Langa e Vasco Daniel Mahumane.

Como parte da sua estratégia de internacionalização e fortalecimento institucional, o MICMZ assinou recentemente um memorando de entendimento com a Global Creative Summit, da África do Sul, estabelecendo um quadro de cooperação bilateral voltado para mobilidade artística, intercâmbio cultural, formação, coproduções e desenvolvimento da economia criativa africana.

Segundo o director do MICMZ, Amosse Mucavele, “este memorando representa um passo decisivo para o fortalecimento das indústrias criativas moçambicanas. Estamos a criar oportunidades e abrir as portas da internacionalização para os nossos artistas, promovendo a cultura como motor de desenvolvimento económico”.

Paralelamente, encontram-se abertas as inscrições para vendedores e expositores interessados em participar na Feira da Economia Criativa do MICMZ 2026, iniciativa dedicada à exposição, promoção e comercialização de produtos e serviços criativos.

Sob coordenação de Amosse Mucavele, A curadoria do MICMZ 2026 reúne uma equipa multidisciplinar composta por Halima Essá, Márcia Sele, Nilza Nhamucha, Paula, Maria Manjate, Nelsa Mahumane, Reinaldo Luís e Max Maxaieie – profissionais ligados às áreas da cultura, comunicação, programação artística, literatura, pensamento crítico, produção cultural e gestão criativa.

O MICMZ conta igualmente com o envolvimento de parceiros institucionais nacionais e internacionais, entre os quais o Ministério da Educação e Cultura de Moçambique, o Conselho Municipal de Maputo, o Ministério da Cultura do Brasil, o Instituto Mirante, o Kuya – Centro de Design do Ceará, o Eswatini Art Council, a Associação dos Escritores Moçambicanos e outras instituições.

Como parceiros estratégicos, integram igualmente esta edição a Flotar, o Eswatini Creative Summit e o Instituto Guimarães Rosa, instituições que desenvolvem trabalho relevante nos domínios da circulação cultural, cooperação internacional, diplomacia criativa, formação artística e fortalecimento das indústrias culturais e criativas no espaço africano e lusófono.

Na sua 1.ª edição o MICMZ quer se afirma como um espaço de encontro entre cultura, pensamento, mercado e inovação, promovendo novas possibilidades de circulação artística, cooperação internacional e sustentabilidade para as indústrias criativas moçambicanas e africanas.

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