Camboja nega ter emitido ordem de expulsão para cidadãos africanos

Documento que circula na internet estipula falsas multas e penas de prisão a partir de 1 de Junho

O Ministério do Interior do Camboja desmentiu categoricamente a autenticidade de um suposto “aviso oficial” que tem circulado intensamente nas redes sociais e em alguns portais de informação internacional. O documento falso alega que o governo daquele país asiático ordenou a saída imediata de todos os cidadãos africanos até ao dia 31 de Maio de 2026.

O porta-voz do Ministério do Interior do Camboja, Touch Sokhak, esclareceu publicamente que se trata de uma informação falsa (fake news) concebida deliberadamente para distorcer a realidade e induzir o público interno e internacional em erro.

A imagem que exibe timbres falsos atribuídos ao Departamento Geral de Imigração cambojano, detalha medidas drásticas que seriam aplicadas a partir de 1 de Junho de 2026 contra cidadãos de origens africanas (mencionando especificamente países como Gana, Quénia, Camarões e Uganda):

Pena de prisão: Um falso período de detenção de até 2 (dois) anos para quem permanecesse no país.
Multas pesadas: Uma coima estipulada em 8.000 dólares norte-americanos antes da deportação.
Caça aos imigrantes: Supostas rusgas policiais em esconderijos e aeroportos.

O governo cambojano reforçou que os seus canais e procedimentos de imigração seguem os padrões normais da sua política estatal, focando-se estritamente no combate à criminalidade transnacional e à imigração ilegal de forma geral, sem qualquer tipo de discriminação ou ordens de expulsão em massa baseadas na nacionalidade.

As autoridades apelam aos internautas e aos órgãos de comunicação social para que verifiquem a autenticidade das informações antes da sua partilha, de modo a travar a propagação de pânico desnecessário no seio das comunidades imigrantes.

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