A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defende que a discussão sobre a localização dos centros de formação para os mega-projectos não deve ser “forçosamente” arrastada para o campo de tribalismo, devendo antes basear-se em critérios técnicos, financeiros e de mérito.
O posicionamento da CTA surge em reação a uma publicação do Jornal semanário Público, intitulada “FACODE e CTA tentam dividir o país”, relacionada com declarações sobre a formação de jovens para o projecto de gás da Bacia do Rovuma, associando os pronunciamentos do presidente do Conselho Empresarial Provincial (CEP) de Cabo Delgado, que repudiava a escolha do Instituto Industrial da Matola (Maputo) para a formação de jovens para os projectos de gás do Rovuma.
Para a CTA, a posição do presidente do CEP de Cabo Delgado surge “no âmbito da defesa das preocupações e interesses empresariais da província, não constituindo uma posição institucional da CTA”. “A associação ao divisionismo feita no título da publicação não traduz a posição da CTA nem do CEP de Cabo Delgado”, lê-se.
Ademais, a CTA defende que os grandes projectos “devem sim promover o desenvolvimento local”, assegurando simultaneamente igualdade de oportunidades, mérito e capacitação de jovens de todo o País, independentemente do local onde decorram as formações.
No documento, a agremiação “reafirma o seu compromisso com a unidade nacional, a inclusão económica e a coesão social, não promovendo nem subscrevendo qualquer forma de tribalismo, regionalismo ou discriminação”.
“A valorização do desenvolvimento local e da participação das comunidades e empresas das províncias onde os investimentos são realizados deve contribuir para construir um Moçambique mais inclusivo, integrado e próspero”, conclui.
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