Frelimo destaca legado patriótico e militar de Joaquim Tobias Dai – O País
O partido Frelimo considera que o tenente-general na reserva Joaquim Tobias Dai deixa um importante legado de patriotismo, coragem e dedicação à defesa da soberania nacional, destacando o seu contributo para a luta de libertação nacional e para a construção do Estado moçambicano.
Falando em nome da direcção do partido, o porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, lamentou a morte do antigo ministro da Defesa Nacional, ocorrida por volta das 23 horas de segunda-feira, numa unidade sanitária da cidade de Maputo, onde se encontrava internado por doença.
Na ocasião, recordou que Tobias Dai se juntou à Frelimo em 1971, como combatente da luta de libertação nacional, tendo posteriormente desempenhado funções de instrutor militar no campo de treino de Xingué. Depois da proclamação da independência nacional, continuou a servir o País no sector da Defesa e Segurança.
No seu percurso profissional, integrou a delegação moçambicana que participou nas negociações que antecederam a assinatura dos Acordos de Paz, em representação do sector militar. Foi também secretário-geral do Ministério da Defesa Nacional, antes de assumir a liderança daquela instituição governamental.
Tobias Dai exerceu as funções de ministro da Defesa Nacional durante os mandatos dos antigos Presidentes da República Joaquim Chissano e Armando Guebuza. Foi igualmente deputado da Assembleia da República, membro do Comité Central da Frelimo e vice-chefe da bancada parlamentar do partido.
Nos últimos anos, esteve integrado na Brigada Central de Assistência da Frelimo à província de Sofala.
Ao avaliar o percurso do antigo dirigente, o porta-voz destacou características como firmeza nas posições, coragem, rigor e capacidade de organização, considerando que a sua experiência e conhecimento continuavam a ser importantes para o País.
Guiliche sublinhou ainda que Tobias Dai deixa ensinamentos relacionados com o patriotismo, a unidade nacional, o amor ao próximo, a defesa da integridade territorial e a preservação da soberania.
“A forma que encontramos e consideramos mais justa de chorar por esta partida é exaltar, valorizar e imortalizar os seus feitos”, afirmou, acrescentando que, apesar da morte do general, permanecem o seu legado e as suas obras.
Em nome da direcção máxima do partido, apresentou condolências à família enlutada e aos camaradas que conviveram e trabalharam com o antigo governante.
Sobre as cerimónias fúnebres, informou que os detalhes relativos às exéquias serão tornados públicos oportunamente.