ARA Norte investe 1,5 milhões de meticais na preparação para época chuvosa que inicia hoje

A Administração Regional de Águas do Norte (ARA Norte) está a investir cerca de 1,5 milhões de meticais na reabilitação das estações hidrométricas, como parte do seu plano de preparação da época de cheias, prevista para o período de Outubro a Abril.

O director-geral da instituição, Carlitos Omar, explicou que a região foi severamente afectada na última época chuvosa, marcada pela passagem de três ciclones consecutivos, que destruíram grande parte das infra-estruturas de monitoria, sobretudo no distrito de Monapo. “As nossas estações foram devastadas e isso dificultou o processo de aviso e monitoria. Estamos a trabalhar para que este ano não tenhamos as mesmas fragilidades”, disse.

Segundo o responsável citado pelo Jornal Rigor, as obras de reabilitação deverão estar concluídas nos próximos dois meses, garantindo que os sistemas de alerta estejam em pleno funcionamento antes do início das chuvas. A intervenção abrange todas as infra-estruturas de aviso de cheias, consideradas vitais para a protecção das comunidades em zonas de risco.

Carlitos Omar sublinhou que a prioridade é assegurar comunicação eficaz e atempada com as populações. “Essas estações vão permitir que as comunidades recebam informações rápidas e seguras, evitando tragédias humanas e perdas materiais”, frisou.

O dirigente aproveitou a ocasião para apelar às comunidades a evitarem comportamentos de risco, como travessias em rios durante a época chuvosa. Recordou que estas práticas provocaram mortes no último ano, incluindo no rio Nikuta, em Nampula.

“Pedimos encarecidamente que não atravessem os rios durante as cheias e que não façam queimadas dentro das bases. São comportamentos que colocam vidas em perigo e comprometem a segurança de todos”, advertiu.

A ARA Norte garante que todos os técnicos estão já mobilizados e preparados para responder com rapidez a qualquer situação de emergência, reforçando o compromisso de proteger as populações em caso de cheias.

“Estamos a trabalhar com dedicação para que este ano as comunidades estejam melhor preparadas. Mas a prevenção não depende só das autoridades; depende também da responsabilidade individual e colectiva”, concluiu o director-geral.

 

(Foto DR)

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