China e Rússia reafirmam apoio à Venezuela face à pressão dos EUA

A China e a Rússia reforçaram oficialmente o seu apoio ao Governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, num contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre Caracas, incluindo bloqueio a navios petrolíferos sancionados e maior presença militar no Caribe.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, manteve contacto telefónico com o seu homólogo venezuelano, Yvan Gil, destacando que Pequim apoia a Venezuela na defesa da sua soberania e dignidade nacional, perante o que considera “intimidação unilateral” por parte de Washington. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China sublinha que a Venezuela é um parceiro estratégico e tem o direito de cooperar livremente com outros países, rejeitando qualquer forma de interferência externa. Apesar das declarações, Pequim não anunciou ajuda económica ou militar imediata, limitando-se a reafirmar solidariedade diplomática.

Paralelamente, a Rússia também manifestou solidariedade com Caracas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que apoia o Governo venezuelano e defende os esforços do país para proteger a sua soberania e os seus interesses nacionais, apelando à desescalada e alertando Washington para não cometer um “erro fatal” que possa desestabilizar a região. O presidente russo, Vladimir Putin, manteve ainda contacto directo com Nicolás Maduro, reiterando a posição de apoio político e diplomático.

A crise entre Washington e Caracas intensificou-se nas últimas semanas, com os Estados Unidos a justificarem as suas ações como combate ao narcotráfico, mas que o Governo venezuelano interpreta como tentativa de pressão política e económica. O apoio expresso por Pequim e Moscovo surge assim como um contraponto diplomático às medidas norte-americanas, reforçando a solidariedade internacional com o Executivo venezuelano.

Fonte: Reuters, Foto: DR

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