Cinco mortos durante protestos contra cortes de água e energia em Madagáscar

Cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas, na quinta-feira, em consequência de protesto contra os frequentes cortes no fornecimento de água e energia eléctrica, que frequentemente deixam casas e empresas sem energia por mais de 12 horas, em Madagáscar.

Na ilha, os protestos são proibidos, mas a população sinalizou aos maciços apelos nas redes sociais para as pessoas irem às ruas exigir seus direitos. 

A polícia foi destacada para o centro de Antananarivo, a capital do país, desde as primeiras horas da manhã, mas apesar disso diversos estabelecimentos comerciais – incluindo bancos, lojas de conveniência e espaços comerciais – foram alvo de saques e incêndios. A polícia usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para reprimir os protestos.

O Primeiro-Ministro do país, Christian Ntsay, decretou Recolher Obrigatório a partir das 17 horas, mas os actos de pilhagem continuaram ao adentrar da noite. Nesse memento, não se viu a presença da segurança nas ruas.

Madagáscar possui recursos naturais abundantes, mas continua entre os países mais pobres do mundo. Segundo dados do Banco Mundial, em 2022, cerca de 75% da população vivia abaixo do limiar da pobreza.

O Presidente malgaxe, que se encontra em Nova Iorque para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, ainda não reagiu aos protestos.

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