Desactivados perto de 20 mil funcionários fantasma

Cerca de 18 mil funcionários públicos inexistentes, na sua maioria falecidos e desvinculados, recebiam salários em esquemas fraudulentos e corruptos que geridos por alguns gestores de recursos humanos na função pública.

A informação foi avançada pelo ministro da Administração Estatal e Função Publica, Inocêncio Impissa, esta segunda-feira, em Xai-Xai, durante as cerimónias centrais do dia internacional de acesso universal à informação.

“Em base no exercício do trabalho que temos estado a fazer e em sistemas que temos estado a introduzir, tem-nos permitido detectar situações de descaminho de salários. Desativados no Global durante este período são cerca de 18 mil funcionários, para nós, fantasmas”, disse o dirigente citado numa publicação do jornal “O País”.

Sobre os prejuízos acumulados na sequência destes esquemas, Impissa disse não ter dados concretos.

“É que cada um dos funcionários tem um salário diferente do outro em função da categoria que se dizia que tinha, e neste caso, quando é assim, não é possível saber a princípio, mas temos uma equipa conjunta que está a fazer agora o apuramento, que é para saber qual era a carreira do funcionário…que é para depois a partir dai termos valores reias”, explicou.

A fonte disse ainda que engrossam a lista, desvinculados do aparelho do Estado ou funcionários que já tenham perdido a vida, mas que continuam a receber, valores que param em esquemas corruptos controlados por gestores que manipulam o sistema.

O ministro da Administração Estatal e Função Publica garantiu no entanto que o executivo tem estado a trabalhar para purificar as fileiras, “como se diz, dos funcionários e agentes do Estado”.

Disse que havia funcionários já falecidos, funcionários já aposentados, ainda numa folha de funcionário ativo. E que, nesse período, os gestores, ou alguns gestores, não inscreveram essa indicação de falecimento no sistema.

“A falta dessa atualização no sistema, permite que o sistema também continue a pensar que essa pessoa está viva. E o que é que vai acontecendo. Vai entrando salário”.

Citado na publicação, o ministro revelou que seguem investigações que visam, entre outros, expurgar mais funcionários fantasma, bem como responsabilizar todos envolvidos.

O governante falava nesta segunda-feira, em Xai-Xai, na cerimónia central do dia internacional de acesso Universal à informação, que decorre sobre o lema, garantindo o acesso a informação ambiental na era digital”.

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