O director do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, oficializou sua renúncia nesta terça-feira, 17, segundo avança a imprensa internacional.
Em uma carta aberta, o agora ex-director afirmou não poder apoiar a guerra em curso no Irã, classificando-a como um conflito sem benefícios ao povo americano.
Kent, que era ligado ao Escritório Nacional de Inteligência (DNI), atribuiu o início das hostilidades à influência direta do governo de Israel e de seu lobby sobre a administração de Donald Trump.
Kent, de 45 anos, veterano das forças especiais norte-americanas e da CIA, destacou que o Irã não representava uma ameaça iminente à nação.
Segundo afirmou, o Presidente Trump foi enganado por uma “câmara de eco” composta por funcionários estrangeiros e sectores da media que prometiam uma victória rápida.
O agora ex-director comparou a estratégia actual às táticas utilizadas para envolver os EUA na guerra do Iraque, alertando para o risco de uma nova armadilha militar no Oriente Médio.
A imprensa internacional escreve que a saída de Kent expõe fissuras na base de apoio de Trump, que se elegeu com um discurso crítico às intervenções militares externas.
A renúncia ganha um contorno pessoal dramático, pois Kent recordou a perda de sua esposa, a militar Shannon Kent, em um atentado na Síria. Ele afirmou que não permitiria que a próxima geração fosse enviada para morrer em uma “guerra fabricada”.
A posição de Kent ecoa as declarações da diretora do DNI, Tulsi Gabbard, que em 2025 já havia negado a existência de um programa de armas nucleares activo no Irã.