Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países apelaram, esta sexta-feira, ao respeito pelo cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo (RDC), condenando as recentes violações do acordo envolvendo o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23), alegadamente apoiado pelo Ruanda.
Num comunicado conjunto, o Grupo de Contacto Internacional para os Grandes Lagos (ICG) afirmou que todas as partes devem reafirmar, de forma urgente e clara, o compromisso de pôr fim às hostilidades e retomar o diálogo.
A declaração foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA, através do seu Gabinete de Assuntos Africanos, em Joanesburgo, na África do Sul, segundo avança a imprensa local.
Os signatários sublinharam que o conflito não poderá ser resolvido por meios militares. Além dos EUA e da UE, a posição foi também apoiada pelos governos da Suíça e do Reino Unido.
O ICG manifestou ainda “profunda preocupação” com as violações recentes e recorrentes do cessar-fogo acordado em dezembro entre Ruanda e a República Democrática do Congo.
O entendimento foi assinado em Washington, D.C. com mediação do Presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo o comunicado, entre as infrações registadas está o uso de drones em operações militares, situação considerada especialmente preocupante por representar um risco elevado para a população civil.
Os países envolvidos apelaram ainda ao cumprimento integral dos compromissos assumidos nos acordos e nas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, bem como ao respeito absoluto pela integridade territorial.
Também foi reforçada a necessidade de garantir acesso humanitário total, seguro e sem obstáculos para apoiar as populações afetadas pelo conflito.
Desde a assinatura do acordo de paz, em 4 de Dezembro, pelo Presidente congolês Félix Tshisekedi e pelo Presidente ruandês Paul Kagame, ambos os países têm trocado acusações sobre alegadas violações do pacto.