Fogões melhorados da Eni alcançam um milhão de beneficiários em Moçambique

A petrolífera italiana Eni, alcançou um marco histórico em Moçambique ao beneficiar um milhão de pessoas através do seu Programa “Eni for Clean Cooking”, uma iniciativa que já permitiu a distribuição de mais de 200 mil fogões melhorados em várias províncias do País.

Em comunicado, a empresa, que explora gás natura na bacia do Rovuma, refere que o resultado alcançado representa não apenas um indicador numérico, mas sobretudo a materialização de uma estratégia que procura melhorar a qualidade de vida das comunidades e promover um acesso mais seguro e sustentável à energia.

“O alcance de um milhão de beneficiários representa um marco importante no compromisso da Eni de trabalhar em conjunto com Moçambique para desenvolver soluções práticas com impacto duradouro”, afirmou Marica Calabrese, Directora-Geral da Eni Rovuma Basin e Directora-Geral da Eni Natural Energies Moçambique.

Segundo a empresa, a iniciativa visa expandir o acesso à energia limpa, reduzir o uso de biomassa e melhorar as condições de saúde das populações beneficiárias, “especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, através de tecnologia que permite queimar combustíveis tradicionais de forma mais eficiente, comparativamente a fogões tradicionais abertos.

Desde o seu lançamento no País, o Programa de Cozinha Limpa da Eni tem vindo a expandir-se gradualmente, oferecendo às famílias tecnologias de cozinha melhoradas capazes de reduzir significativamente o consumo de combustível e os impactos negativos associados aos métodos tradicionais.

Os fogões distribuídos constituem uma alternativa ao sistema de fogo aberto de três pedras, amplamente utilizado em zonas rurais e periurbanas.

De acordo com dados da empresa, esta tecnologia pode reduzir o consumo de combustível em até 75 por cento, diminuindo igualmente a emissão de fumos nocivos no interior das habitações.

O Programa “Eni for Clean Cooking” integra uma estratégia mais ampla da multinacional energética de apoiar uma transição energética justa em África Subsaariana.

A empresa pretende expandir ainda mais o alcance do programa, estabelecendo como meta proporcionar acesso a soluções de cozinha limpa a mais de 10 milhões de pessoas até 2027 e a 20 milhões até 2030.

Num continente onde milhões de famílias continuam dependentes de combustíveis tradicionais para cozinhar, a aposta em tecnologias mais limpas surge como uma resposta aos desafios ambientais, sanitários e sociais.

Em Moçambique, os números agora alcançados mostram que a transição energética também pode começar dentro de casa, à volta do fogão, transformando não apenas a forma de cozinhar, mas também o futuro de comunidades inteiras.

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