A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, confirmou hoje, 5 de maio, que o país deverá registar novos reajustes nos preços dos combustíveis de forma gradual. O pronunciamento foi feito na Assembleia da República, durante a sessão de perguntas ao Governo sobre a actual situação política e socioeconómica da nação.
De acordo com a governante, a medida tornou-se “inevitável” perante a persistência do conflito no Médio Oriente, que tem provocado uma volatilidade extrema nos preços do barril de petróleo no mercado internacional e dificultado as cadeias de logística global.
Benvinda Levi explicou aos deputados que o Executivo tem monitorizado o impacto dos custos de importação e que a estratégia de reajuste gradual visa proteger o poder de compra dos moçambicanos, evitando aumentos bruscos que possam desestabilizar ainda mais a economia doméstica.
A notícia surge num momento em que várias cidades do país, com destaque para Maputo e Matola, enfrentam dificuldades no abastecimento, com longas filas em diversos postos de venda. O sector dos transportes, representado pela FEMATRO, já manifestou preocupação, uma vez que a subida do preço do gasóleo e da gasolina tem um efeito multiplicador no preço do “chapa” e dos produtos de primeira necessidade.
A sessão no Parlamento continua em curso, com os deputados a questionarem as medidas de mitigação que o Governo pretende implementar para apoiar as camadas mais vulneráveis da população perante este cenário de inflação energética.
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