Para fazer face ao elevado índice de desemprego, o Governo defende uma actuação mais enérgica e concertada entre o Estado, o sector privado e os parceiros de cooperação para impulsionar o emprego, o auto-emprego e o empreendedorismo.
Segundo avança a AIM, este apelo foi lançado pelo ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, durante o oitavo Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Emprego (INEP), realizado na cidade de Nampula, encerrado na sexta-feira, encontro que serviu para avaliar as actividades daquele organismo ao longo dos últimos dez anos.
Segundo dados do Inquérito ao Orçamento Familiar de 2022, citados pelo governante, a população economicamente activa em Moçambique representa 84,9 por cento, enquanto a taxa de emprego situa-se em 71,4 por cento e a taxa de desemprego ronda os 18,4 por cento.
Citado ainda na publicação, Manasse refere que estes números demonstram que o crescimento da população activa não acompanha a criação de oportunidades de trabalho por conta de outrem, facto que exige novas soluções e maior articulação entre todos os intervenientes.
“Em Moçambique, anualmente mais de 500 mil jovens entram para a idade activa do emprego. Esta juventude precisa de encontrar alento, precisa de ter acompanhamento, por representar um motor impulsionador do desenvolvimento através do empreendedorismo”, afirmou.
Na sua intervenção, o ministro destacou a necessidade de reforçar o papel dos centros de emprego na intermediação laboral e na promoção de medidas activas de emprego, bem como garantir a aquisição de testes psicotécnicos e fortalecer a articulação institucional com o sector da formação profissional.
“Destacamos a necessidade de reforçar a relevância dos centros de emprego na intermediação laboral e promoção de medidas activas de emprego e garantir a aquisição de testes psicotécnicos, a afirmação institucional e uma melhor articulação com o sector da formação profissional e interministerial na componente dos programas e fundos de promoção do emprego”, salientou.
Manasse defendeu igualmente a consolidação e sustentabilidade dos centros de emprego e incubadoras já existentes, assim como uma maior divulgação das actividades desenvolvidas pelo INEP.
Sublinhou ainda que as acções do sector devem estar alinhadas com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (END), considerada a principal ferramenta orientadora dos instrumentos de planificação do país.
“Falamos também da importância de envolver a Autoridade Nacional do Ensino Profissional (ANEP) e todas as instituições relevantes na elaboração da política de emprego, bem como da necessidade de desenhar estratégias específicas para a implementação da política de emprego, como é o caso do emprego juvenil ou do emprego rural”, acrescentou.
A transformação digital foi outro dos temas em destaque no encontro. Segundo Manasse, trata-se de um processo irreversível, razão pela qual os centros de emprego devem apostar na digitalização dos seus serviços e sensibilizar os jovens para a utilização das ferramentas digitais no mercado de trabalho.
No domínio da cooperação, o ministro apelou ao reforço do apoio dos parceiros ao INEP.
“Queremos reiterar os nossos agradecimentos a todos os parceiros pelo suporte que nos têm prestado e manifestamos o nosso regozijo pelo compromisso que assumiram em continuar a trabalhar connosco na materialização dos planos e programas de governação”, concluiu.
O oitavo Conselho Consultivo do INEP reuniu em Nampula diversos actores ligados à área do emprego, incluindo representantes de empresas nacionais e estrangeiras, parceiros de cooperação e outras instituições relevantes do sector.
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