Governo garante ter distribuído 15 milhões dos 20 milhões de livros previstos para o sistema nacional

O Governo, através do Ministério da Educação e Cultura (MEC) já colocou no sistema nacional de ensino cerca de 15 milhões de livros escolares, no âmbito de uma meta global de 20 milhões de exemplares previstas para todo o país.

“Na nossa previsão de colocar no sistema 20 milhões de livros, até Dezembro último já tínhamos colocado cerca de 15 milhões”, afirmou, hoje (14), o porta-voz do MEC, Silvestre Dava, citado numa publicação da  AIM.

A fonte falava em Maputo em conferência de imprensa sobre o redimensionamento do turno nocturno.

O responsável disse ainda que a distribuição é um processo dinâmico, pelo que o número poderá, entretanto, já ter sido ultrapassado. “Estou a trazer o dado de Dezembro. Nos dias que correm, este número pode estar ultrapassado”, precisou.

Dava explicou que a decisão de iniciar a distribuição a partir do mês de Outubro teve como objectivo prevenir os constrangimentos causados pela época chuvosa, que frequentemente compromete as vias de acesso em várias regiões do país.

“Fizemos iss face ao período chuvoso, porque, como sabem, as nossas vias de acesso em algumas zonas ficam comprometidas quando as chuvas são intensas”, disse.

De acordo com a fonte, a disponibilização atempada de materiais didácticos é fundamental para garantir a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, sobretudo no ensino bilingue, consagrado nas políticas educativas nacionais.

“O ensino bilingue está bem de saúde. Está consagrado nas nossas políticas educativas e na nossa lei como uma das modalidades de suporte do Sistema Nacional de Educação”, afirmou.

Contudo, Dava advertiu que esta modalidade só deve ser implementada onde existirem condições adequadas, principalmente no que diz respeito à disponibilidade de livros e outros materiais pedagógicos.

“O que nós estamos a pensar é que não vamos lançar as crianças sem este material precioso para a materialização do processo de aprendizagem”, frisou.

O MEC prevê ainda a contratação de cerca de 2.300 novos professores, numa altura em que decorrem reformas estruturais, incluindo o redimensionamento do turno nocturno e a expansão da modalidade de ensino à distância.

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