A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, garante que o ano lectivo-2026 vai arrancar a 27 de Fevereiro, uma vez que estão criadas as condições para o efeito, depois do adiamento a 30 de Janeiro.
Falando esta sexta-feira (20), em conferência de imprensa, a governante avançou que “as escolas que estão a servir de abrigo às vítimas das cheias e inundações, em todo o País, estão a ser desocupadas para dar lugar ao processo de ensino e aprendizagem”.
Entretanto, continua o processo das matrículas dos novos ingressos da 1.ª classe, elaboração das turmas e a distribuição do livro gratuito para facilitar o processo de ensino.
Recorrendo os dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres – INGD, estima-se que 3 555 casas ficaram parcialmente destruídas, 832 totalmente destruídas e 165 946 inundadas, além do registo de 145 feridos e nove desaparecidos em resultado das cheias e inundações na região Sul de Moçambique.
De acordo com os dados do Executivo, no sector de Educação, as inundações deixaram 281 salas de aulas totalmente destruídas, 80 escolas a funcionar como centros de acomodação, 218 unidades de ensino sitiadas pelas águas e 167 sanitários destruídos, afectando directamente 427 289 alunos e 9204 professores.
A situação obrigou ao Governo a adiar o arranque do ano lectivo, que estava previsto para 30 de Janeiro, a nível nacional, passando para dia 2 de Março. A prorrogação do início das aulas visa acomodar todas actividades programadas para este ano, por forma a não comprometer o processo de ensino e aprendizagem.
(Foto DR)
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