No âmbito do Programa do Governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI), está em Maputo, de 12 a 21 de Novembro, uma delegação do Fundo para fazer uma avaliação económica e financeira abrangente do País, incluindo uma análise detalhada do Sistema Cambial.
Em representação do Governo, a Ministra das Finanças, Carla Loveira, agradeceu a presença da equipa do FMI para a missão de Consultas. A governante encara esta missão como uma ponte fundamental para estabelecer as bases para negociação de um Potencial Programa com o FMI.
“Reconhecemos que, embora a situação económica ainda esteja em recuperação, e os desafios persistam, o Governo está firmemente comprometido a colaborar com a equipa do FMI”, disse a Ministra.
Carla Loveira, falou das medidas em curso para dinamizar a economia, incluindo acções para melhorar o ambiente de negócios, impulsionar a transparência e promover iniciativas de financiamento. Foram referidos avanços nos mecanismos de garantia para pequenas e médias empresas, nas acções de apoio à agricultura e no processo de revitalização dos projectos ligados ao sector energético no Norte do país.
Destacou ainda a necessidade de fortalecer a sustentabilidade fiscal, melhorar a gestão da dívida e criar espaço orçamental para acelerar as reformas.
A missão vai incluir discussões técnicas sobre o sistema cambial, o aprofundamento das políticas monetárias e o nível de compatibilidade com regras internacionais.
A equipa do FMI saudou os avanços recentes, sobre a retoma gradual da actividade económica, a moderação da inflacção e o reinício dos grandes projectos de gás, liderados pela TotalEnergies e pela ENI. O Fundo reforçou, porém, que o país enfrenta desafios macroeconómicos significativos e necessita de articulação clara sobre as medidas previstas para responder às pressões actuais.
A Ministra manifestou total disponibilidade para o trabalho conjunto durante os próximos dias, e por sua vez a equipa do FMI, reafirmou o compromisso com a transparência, a consolidação fiscal e a implementação das medidas necessárias para garantir estabilidade, crescimento e confiança dos parceiros internacionais e, usar esta missão para aprofundar o entendimento sobre a economia moçambicana e apoiar o Governo na definição de opções políticas que reforcem a resiliência e a sustentabilidade económica. (Nota Informativa)