Nova onda de deslocados pressiona distrito de Mueda

O Presidente do Conselho Autárquico do Município de Mueda, Manuel Pita Lavala, revelou que, nas últimas semanas, mais de sete mil pessoas chegaram ao distrito, em consequência das últimas incursões terroristas.

Trata-se de pessoas oriundas dos distritos circunvizinhos de Nangade, Muidumbe e Mocímboa da Praia que se foram juntar a pessoas que já lá estavam há algum tempo, uma vez que não retornaram para suas zonas de origem.

Na vila-sede existem dois centros de acolhimento, mas são várias as famílias que encontram acolhimento nas casas de familiares e amigos. A assistência social é precária.

“[Estamos a passar] dificuldades, falta de alimentação, mas estamos a aguentar com as pessoas. Estamos a sobreviver, estamos a viver. Temos dois centros aqui na vila, e alguns já estão nos bairros. Alguns já tinham feito algumas casas e viviam, tinham deixado seus familiares, voltaram, e alguns vinham viver também nas casas dos familiares. Tem havido assistência muito mais na casa dos familiares”, disse, citado pela Rádio Moçambique.

Desde o início de ataques terroristas em Cabo Delgado, o distrito de Mueda tem sido o “porto-seguro” de várias famílias. O Município de Mueda já chegou a receber mais de 100 mil deslocados, pressionando os serviços básicos.

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