Moçambique conta actualmente com uma população estimada em cerca de 22.700 elefantes. Os números representam um crescimento de 50 por cento em relação a 2018, em que existiam cerca de nove mil elefantes.
Os dados foram divulgados esta sexta-feira, pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).
Apesar dos resultados positivos, as autoridades alertam que a expansão da agricultura, dos assentamentos humanos, da exploração florestal e da mineração continua a ameaçar a fauna bravia e os seus habitats.
O levantamento aponta igualmente para uma redução significativa do número de carcaças de elefantes, com o rácio a baixar de 48,35%, em 2018, para 4,6%, em 2025, não obstante a continuidade de invasões de reservas.
No cômputo geral, segundo os dados da ANAC a região Sul comporta 53 por cento de elefantes, enquanto os restantes 47 por cento são distribuídos pelas regiões Norte e Centro do país.
O censo contou com o financiamento do Governo da Suécia, através do Programa de Conservação da Biodiversidade, coordenado pela BIOFUND, com o envolvimento da Universidade Eduardo Mondlane.
De referir que o censo foi realizado entre os meses de Setembro e Novembro.