Professores exigem calendário fixo para pagamento de salários

O secretário distrital da Organização Nacional dos Professores (ONP) em Angoche, na província de Nampula, Sitoe Tareque, exigiu ao Governo a definição de uma data fixa para o pagamento dos salários, denunciando a morosidade e irregularidade salarial que continuam a marcar o sector da Educação.

Durante a celebração do Dia Nacional do Professor no último domingo, Tareque afirmou que a incerteza salarial tem afectado a motivação e o desempenho de quem dedica a vida à formação das gerações. “A ONP reconhece o papel importante do Governo na melhoria das condições de vida das comunidades escolares, mas pedimos que redobre o esforço no sentido de estabelecer um calendário fixo para os salários e regularizar as dívidas de horas extras e de segunda turma, ainda em atraso”, declarou.

Segundo o dirigente citado pelo Jornal Rigor, a situação repete-se todos os meses, deixando muitos professores sem previsão concreta de quando poderão receber os seus ordenados. “O futuro do País constrói-se nas salas de aulas, onde o professor é o principal arquitecto”, frisou, entre aplausos dos docentes presentes.

Em resposta, a directora distrital de Educação em Angoche reconheceu os constrangimentos que afectam a classe, como a morosidade no pagamento de horas extraordinárias, subsídios de funeral e de segunda turma, além da sobrecarga de turmas em condições precárias. Contudo, sublinhou que o sector está empenhado em melhorar gradualmente as condições laborais e administrativas.

“Queremos transmitir o reconhecimento do Serviço Distrital de Educação a todos os professores que, apesar das adversidades, continuam firmes na sua missão de educar o homem”, afirmou.

A ONP insiste que uma calendarização clara e uniforme traria maior estabilidade e devolveria dignidade à classe, cujo papel continua a ser determinante para o progresso social e económico de Moçambique.

 

(Foto DR)

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