No âmbito da parceria activa desde 2019 entre a Girl MOVE Academy e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), teve lugar, há dias, uma visita institucional do BCI à Academia, que contou com a presença do Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Francisco Costa, e do Administrador do BCI, Luís Aguiar.
A visita teve como propósito o reforço dos laços existentes, bem como fazer o acompanhamento directo dos resultados concretos do impacto gerado pela Girl MOVE Academy junto das comunidades moçambicanas.
Os representantes do BCI tiveram a oportunidade de interagir com as Girl Movers da Turma 10. Trata-se de jovens líderes em formação que, através de metodologias inovadoras e acções de proximidade, têm catalisado processos de inserção social em diversos contextos comunitários.
O diálogo centrou-se no investimento que agrega valor na educação, com destaque para os Círculos de Impacto, onde as Girl Movers assumem o papel de modelos. Por meio de uma mentoria intergeracional, estas jovens despertam habilidades e consciência crítica nas Mwarusis (raparigas da 6.ª classe), promovendo a valorização da educação e a permanência escolar.
Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, sublinhou a relevância da iniciativa, afirmando que “mais do que conhecer a Girl MOVE como uma Academia que forma líderes de impacto, o BCI tem hoje a honra de contar com uma Girl Mover como colaboradora.
É notório que todas as jovens que passam por este programa deixam uma marca por onde passam. Às Girl Movers, deixo um apelo: criem valor em tudo o que fazem, pois é esse valor que gera impacto duradouro.”
Num ambiente de testemunhos e partilha, coube a Laliana Mahumane destacar: “Temos cerca de 1300 Mwarusis com participação activa, distribuídas entre 37 círculos de impacto, com apoio de 74 facilitadoras mobilizadas. Promovemos competências essenciais e um espaço seguro para o seu desenvolvimento pessoal e educativo.
Actualmente, encontram-se em funcionamento 11 Espaços Seguros, distribuídos por comunidades da Cidade de Nampula, onde tenho o prazer de fazer parte de um deles, Murrapaniua.
É importante frisar que, para nós, as Mwarusis não representam apenas números: elas representam vários futuros possíveis por meio da educação. Acreditamos no impacto que as Girl Movers têm sobre as Mwarusis.
É de grande valia ter alguém que as inspira a cultivar sonhos. E é neste espírito que nós, Girl Movers, juntamente com as facilitadoras, somos modelos de referência.”
No mesmo diapasão, Jasmin Pita acrescentou: “Percebi o real impacto da minha experiência como mana do Mwarusi no dia em que fui ao aeroporto para regressar a casa.
A mãe da minha Mwarusi veio ter comigo para me agradecer com um abraço profundo, porque hoje a Agnélia (a filha dela) é uma menina ‘mais completa’: já tem vontade de estudar todos os dias, já tem limite na hora de brincar, já sabe cuidar dos irmãos e abraçá-los sempre, já sabe que tem de tomar pelo menos dois banhos por dia e até reúne as criancinhas da zona num círculo e diz que é ‘Girl Mover como a mana’.
Ouvir este testemunho aqueceu o meu coração. Percebi que cada sessão que dei foi ouvida e absorvida pela Agnélia, mas também pelas minhas outras borboletinhas. Significa que plantei no coração de cada uma sonhos grandes e a certeza de que elas vão chegar lá”.
A visita constituiu um gesto de reconhecimento e continuidade estratégica, especialmente considerando que seis das trinta e sete GIRLS MOVERS da 10.ª edição, no âmbito do seu Exchange Lab, realizarão estágios internacionais em Portugal, entre 1 de Setembro e 28 de Outubro, junto da Caixa Geral de Depósitos e do Grupo BPI, instituições bancárias portuguesas ambas accionistas do BCI