A barragem dos Pequenos Libombos, no distrito de Boane, província de Maputo, encontra-se em nível de vigilância no quadro do alerta que afecta oito bacias hidrográficas de Moçambique.
A situação resulta da chuva intensa que se regista a montante e que já afecta cerca de 70 mil famílias.
A informação foi avançada esta segunda-feira, durante uma visita de monitoria pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, à barragem, no âmbito das acções de acompanhamento da situação hidrológica.
Localizada na província de Maputo, a Barragem dos Pequenos Libombos tem a missão de abastecer com água potável as cidades de Maputo e Matola e distrito de Boane.
Citado pela AIM, o governante disse que as bacias hidrográficas de Maputo, Incomáti, Umbelúzi, Limpopo, Save, Búzi, Zambeze e Rovuma já atingiram o nível de alerta, algumas próximas de atingir a sua capacidade máxima, exigindo monitoria permanente das autoridades.
“Nós temos um total de oito bacias hidrográficas que estão com nível de alerta. Uma parte delas estão a aproximar-se dos 100% da sua capacidade, pelo que temos de continuar a monitorar de modo a assegurar a integridade das infraestruturas”, afirmou.
O ministro explicou ainda que os serviços hidrológicos de países vizinhos, nomeadamente África do Sul, Eswatini e Zimbabwe, comunicaram que as principais barragens a montante se encontram com níveis de enchimento próximos dos 100%, o que aumenta o risco de cheias em Moçambique.
“Neste momento não estamos no nível de cheias. Estamos num nível moderado, mas é provável que, se continuar este ritmo de chuva, possamos declarar o nível de alerta”, explicou.
O Governo iniciou descargas controladas de modo a prevenir perdas de vidas humanas e danos materiais, incluindo integridade física das barragens.
“Para assegurar a integridade das barragens, estamos a fazer descargas, mas de forma controlada. Essas descargas não vão afectar significativamente as populações.”
Além da região Sul, as bacias do Búzi, Púnguè, Zambeze, Licungo e Rovuma, no centro e norte do país, estão igualmente sob vigilância.
O Governo trabalha em coordenação com transportes logísticos e autoridades locais, incluindo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), para informar as famílias e permitir que tomem medidas de segurança.
“Antes de efectuarmos qualquer descarga, contactamos os líderes comunitários para que a mensagem chegue à população. A informação prévia é fundamental para proteger vidas e bens”, acrescentou.